De facto, a expiração dos contratos de futuros levanta uma problemática interessante no que diz respeito ao teste de sistemas automáticos. Já tinha alguma experiência com a aplicação desses sistemas ao trading de acções (tenho nos últimos tempos andado a negociar exclusivamente dessa forma com uma carteira alavancada 2x), mas agora que me queria iniciar com a sua aplicação aos futuros deparei-me inesperadamente com estas questões.
Se bem que muitos defendam que o melhor seria testar com as cotações dos futuros, eu ainda não estou completamente convencido... Se compararmos dois históricos de futuros cedidos por dois fornecedores de dados diferentes, dificilmente encontraremos dois exactamente iguais. Há mil e uma maneiras de ajustar o efeito roll-over, e qualquer que seja a forma usada para ajuste das cotações dos contratos passados, teremos sempre cotações alteradas artificialmente e consequentemente os resultados de qualquer simulação serão sempre invalidados pelo facto dos valores do histórico não terem na realidade ocorrido.
O ideal seria fazer o backtesting com as cotações do cash e poder aplicar os sinais do sistema num produto que seguisse o mais aproximadamente possível esse cash. Os futuros, pelo resultado da minha observação, parecem de facto não serem o produto mais apropriado. Já tinha pensado tentar os CFDs ou mesmo o SpreadBetting da Deal4Free (depois de pesquisar mais de 10 corretoras de CFDs, pareceu-me a mais competitva), mas queria primeiro ouvir a opinião de alguém com experiência nos mesmos problemas. Para já tenho conta (já há mais de 2 anos) na InteractiveBrokers, que é das corretoras mais competitivas no que diz respeito a acções, futuros e opções (excepto pennies, devido à forma de cálculo das comissões). Vou ver se reinstalo a demo da D4F e fazer paper-trading por uns tempos com CFDs...
Para já (e a começar hoje) vou verificar os resultados aplicando os sinais do sistema (com base no histórico do índice - que me parece a abordagem mais correcta) com apenas 1 contrato do ES. Na minha corretora tenho a hipótese de colocar ordens condicionais, o que me permite, por exemplo, colocar uma ordem de compra ou venda de um contrato e-mini S&P500, assim que o índice SPX bata no valor do sinal gerado pelo sistema. No fundo, coloco uma ordem limite "virtual" no índice SPX, que me origina uma ordem ao mercado real nos futuros. Vou brincar apenas com 1 contrato, e no fim de uma dúzia de trades logo faço as contas a ver se a diferença se torna incomportável.
Quanto à questão dos horários de negociação, o que vou testar (para já) é apenas negociar no período de negociação do índice, uma vez que é com base nele que estou a gerar os sinais. Mas mais uma vez, aqui não me parece que haja uma abordagem mais correcta que outra, todas têm vantagens e incovenientes. No fundo não há nada como a prática para tirar conlusões mais acertadas.
Parece-me que o Cem (o guru local dos sistemas automáticos, e responsável pelo despertar do bichinho na maioria de nós - eu incluído) também usa como base os preços do cash (posso estar enganado), mas no caso dele a influência não deve ser muito grande, porque trata-se de um sistema com um número bem menor de trades (segundo me parece).
Bem, isto já ficou uma pouco maior do que a paciência de quem eventualmente o leia, pelo que é melhor ficar por aqui...
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