O Hammer — Reversão Bullish

O Hammer aparece após uma tendência de baixa. A leitura: durante a sessão, os vendedores empurraram o preço significativamente para baixo (daí a sombra inferior longa), mas os compradores entraram com força e recuperaram o preço até perto da abertura. A mensagem é que a pressão vendedora está a ser absorvida — os compradores estão a aparecer. Se a vela seguinte confirmar (fechar acima do Hammer), é um sinal de reversão bullish.

Características ideais: corpo pequeno no terço superior da vela, sombra inferior pelo menos 2x o corpo, pouca ou nenhuma sombra superior, e aparece após pelo menos 3-5 velas de queda.

O Hanging Man — Aviso Bearish

O Hanging Man tem exactamente a mesma forma — mas aparece após uma tendência de alta. A leitura é oposta: durante a sessão houve uma venda forte (sombra inferior), e embora o preço tenha recuperado, o facto de ter havido pressão vendedora significativa é um aviso de que a tendência de alta pode estar a enfraquecer.

Atenção: o Hanging Man é considerado menos fiável do que o Hammer. Muitos analistas exigem confirmação mais forte (a vela seguinte deve fechar bem abaixo do corpo do Hanging Man) para considerar o sinal válido.

Lição Prática

A forma é a mesma — o contexto é tudo. É uma das lições mais importantes da análise técnica: nenhum padrão tem significado fora do contexto da tendência. Um Hammer no meio de um mercado lateral não é um Hammer — é ruído. Um Hanging Man após uma subida de 2% não é particularmente significativo. Procure estes padrões nos extremos — após quedas ou subidas prolongadas — e exija sempre confirmação na vela seguinte antes de actuar. A paciência de esperar pela confirmação separa o analista técnico do apostador.

O Hammer funciona melhor quando aparece num nível de suporte conhecido — por exemplo, numa média móvel importante ou num mínimo anterior. A convergência de um sinal de candlestick com um nível técnico é muito mais poderosa do que qualquer um dos dois isoladamente. É o princípio da confluência — e é o que transforma a análise técnica de arte em ciência (imperfeita mas útil).