Foi sem dúvida um mês bastante agitado, polvilhado por novos records mas não se julgue que foi fácil. Porquê? Porque o período foi marcado pela ocorrência do 2º maior drawdown desde o início nestes 9 meses de existência com um valor que chegou a atingir os 11,53%. Apesar desta quebra pontual o período foi encerrado com uma rentabilidade mensal bastante boa de 23,75%.


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Quanto a novas melhores marcas há a referir que se obteve o melhor resultado mensal de sempre com lucros de 8997 Euros, o capital acumulado bateu um novo pico nos 68840 Euros, a rentabilidade anualizada actual acaba de bater um novo record na casa dos 3 dígitos com uma marca de 108,8% , a média de lucros mensais atinge novo patamar nos 3435 Euros, o rácio “lucros / perdas” atinge uma marca de 3,94 em 99 trades, algo nunca imaginado e alcançado nem nos melhores períodos dos testes previamente efectuados.
Para concluir este ramalhete desde o início desta experiência, pelo 9º mês consecutivo que é encerrado mais um mês de lucros sem que até ao presente tenha ocorrido qualquer período mensal com prejuízos.
Como explicar esta boa performance do sistema de trading, muitos furos acima das rentabilidades conseguidas em testes? Logicamente pelo simples facto de se encontrar em sintonia com a tendência do activo mais importante da carteira, o DAX, que tem tido uma ascensão notável, um autêntico veleiro que até agora só tem apanhado vento de feição. A sorte também joga aqui um papel que não pode ser negligenciado e este evento tem de ser realçado para não dar a ideia que estamos na presença de um sistema “milagreiro”.
É bom acrescentar que o 2º activo da carteira, o Nasdaq, tem tido uma contribuição nula para a performance global. Se as percentagens iniciais de cada activo tivessem sido invertidas com um peso de 75% para o Nasdaq e 25% para o DAX, a rentabilidade presente global estaria apenas em cerca de 1/3 do valor actual! Este factor de sorte não pode nem deve ser escamoteado.
Não paro de me repetir, mais cedo ou mais tarde é inevitável uma interrupção nesta evolução tão positiva da rentabilidade do sistema “Mix Dogemot”, por enquanto bastante acima do objectivo final dos 34% anuais conseguidos a longo prazo pela dupla “Buffett / Soros”. Poderá já até suceder que a partir do próximo mês comece um ciclo negativo de resultados, quem sabe?!


Quanto às performances de cada sub-sistema de trading:

- Capital inicial: 30000+7886 = 37886 Euros.
- Capital actual: 60924+9399/1,1934 = 68800 Euros.
- Rentabilidade actual líquida (em Euros): 81,60%

- Resultados do 1º sub-sistema “Tendencial Perdigas” (em Euros):
- Trades longas fechadas positivas: +924+501+2448+1582+2451+(+28+8+126+378)/1,1934 = +8358 Euros (9 trades)
- Trades longas fechadas negativas: -385-735-1195-705+(-20-8-52-132-20-68-64-87)/1,1934 = -3398 Euros (12 trades)
- Trades curtas fechadas positivas: 0
- Trades curtas fechadas negativas: (-128-105)/1,1934 = -195 Euros (2 trades)
- Trades abertas positivas: +1267+385 = +1652 Euros (2 trades)
- Trades abertas negativas: 0
- Sub-rácio Profit/Loss = 2,78 ( tem de ser > 1 , para ser considerado credível) e lucro total de 6417 Euros.
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- Resultados do 2º sub-sistema “Tendencial Emocional” (em Euros):
- Trades longas fechadas positivas: +2944+(296+292)/1,1934 = +3437 Euros (3 trades)
- Trades longas fechadas negativas: 0
- Trades curtas fechadas positivas: 0
- Trades curtas fechadas negativas: -120/1,1934 = -101 Euros (1 trade)
- Trades abertas positivas: +9126 = +9126 Euros (1 trade)
- Trades abertas negativas: 0
- Sub-rácio Profit/Loss = 124,39 ( tem de ser > 1 , para ser considerado credível) e lucro total de 12462 Euros.
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- Resultados do 3º sub-sistema “Anti-Tendencial Predictor” (em Euros):
- Trades longas fechadas positivas: +1015+656+1196+1770+1356+(20+292)/1,1934 = +6254 Euros (7 trades)
- Trades longas fechadas negativas: (-180-117)/1,1934 = -249 (2 trades)
- Trades curtas fechadas positivas: 0
- Trades curtas fechadas negativas: -1158-84/1,1934 = -1228 Euros (2 trades)
- Trades abertas positivas: (+9+48)/1,1934 = +48 Euros (2 trades)
- Trades abertas negativas: 0
- Sub-rácio Profit/Loss = 4,27 ( tem de ser > 1 , para ser considerado credível) e lucro total de 4825 Euros.
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- Resultados do 4º sub-sistema “Oscilatório Perdigas” (em Euros):
- Trades longas fechadas positivas: +945+610+1482+272/1,1934 = +3265 Euros (4 trades)
- Trades longas fechadas negativas: -68 = -68 Euros (1 trade)
- Trades curtas fechadas positivas: +153/1,1934 = +128 Euros (1 trade)
- Trades curtas fechadas negativas: (-148-128)/1,1934 = -231 Euros (2 trades)
- Trades abertas positivas: 0
- Trades abertas negativas: 0
- Sub-rácio Profit/Loss = 11,35 ( tem de ser > 1 , para ser considerado credível) e lucro total de 3094 Euros.
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- Resultados do 5º sub-sistema “Oscilatório Emocional” (em Euros):
- Trades longas fechadas positivas: +264+388+610+1488+(+124+4)/1,1934 = +2857 Euros (6 trades)
- Trades longas fechadas negativas: (-60-168)/1,1934 = -191 Euros (2 trades)
- Trades curtas fechadas positivas: 0
- Trades curtas fechadas negativas: -244+(-132-164)/1,1934 = -492 Euros (3 trades)
- Trades abertas positivas: 0
- Trades abertas negativas: 0
- Sub-rácio Profit/Loss = 4,18 (tem de ser > 1 , para ser considerado credível) e lucro total de 2174 Euros.
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- Resultados do 6º sub-sistema “Oscilatório 2011” (em Euros):
- Trades longas fechadas positivas: +308+1035+110+355+(+72+164+164+104+136)/1,1934 = +2344 Euros (9 trades)
- Trades longas fechadas negativas: -296-585+(-132-208)/1,1934 = -1166 Euros (4 trades)
- Trades curtas fechadas positivas: +815 = +815 Euros (1 trade)
- Trades curtas fechadas negativas: (-104-128-368)/1,1934 = -503 Euros (3 trades)
- Trades abertas positivas: 0
- Trades abertas negativas: -54/1,1934 = -45 Euros (1 trade)
- Sub-rácio Profit/Loss = 1,84 (tem de ser > 1 , para ser considerado credível) e lucro total de 1445 Euros.
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- Resultados do 7º sub-sistema “Oscilatório Homens do Sistema” (em Euros):
- Trades longas fechadas positivas: +28+160+798+(+84+40+92+68+204)/1,1934 = +1395 Euros (8 trades)
- Trades longas fechadas negativas: -36-550-400+(-156-156)/1,1934 = -1247 Euros (5 trades)
- Trades curtas fechadas positivas: 0
- Trades curtas fechadas negativas: -344-172+(-144-368)/1,1934 = -945 Euros (4 trades)
- Trades abertas positivas: 0
- Trades abertas negativas: -21/1,1934 = -18 Euros (1 trade)
- Sub-rácio Profit/Loss = 0,63 (tem de ser > 1 , para ser considerado credível) e prejuízo total de 815 Euros.
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- Resultados do 8º sub-sistema “Convergência / Divergência” (em Euros):
- Trades longas fechadas positivas: 0
- Trades longas fechadas negativas: 0
- Trades curtas fechadas positivas: 0
- Trades curtas fechadas negativas: 0
- Trades abertas positivas: +45/1,1934 = +38 Euros (1 trade)
- Trades abertas negativas: 0
- Sub-rácio Profit/Loss = +Infinito (tem de ser > 1 , para ser considerado credível) e lucro total de 38 Euros.

Nesta situação pode-se actualizar o ranking da performance de cada sub-sistema:

1º) Sub-sistema “Tendencial Emocional”: 2º lugar (124,39) + 1º lugar (+12462 Euros)
2º) Sub-sistema “Anti-Tendencial Predictor”: 4º lugar (4,27) + 3º lugar (+4825 Euros)
3º) Sub-sistema “Oscilatório Perdigas” : 3º lugar (11,35) + 4º lugar (+3094 Euros)
4º) Sub-sistema “Tendencial Perdigas” : 6º lugar (2,78) + 2º lugar (+6417 Euros)
5º) Sub-sistema “Convergência / Divergência” : 1º lugar (+Inf.) + 7º lugar (+38 Euros)
6º) Sub-sistema “Oscilatório Emocional” : 5º lugar (4,18) + 5º lugar (+2174 Euros)
7º) Sub-sistema “Oscilatório 2011” : 7º lugar (1,84) + 6º lugar (+1445 Euros)
8º) Sub-sistema “Oscilatório H. do Sistema” : 8º lugar (0,63) + 8º lugar (-815 Euros)

- Resultado global de trades positivas: +39717 Euros (54 trades) (média: +736 € / trade) (maior trade positiva = +9126 €)
- Resultado global de trades negativas: -10077 Euros (45 trades) (média: -224 € / trade) (maior trade negativa = -1195 €)
- Taxa de sucesso (SR): +54/99 = 54,5%
- Rácio Global Profit/Loss (PLR): 39717/10077 = 3,94

Quanto à actuação de cada um dos sub-sistemas de trading pode-se considerar que todos eles evoluíram de uma forma muito positiva em geral, o único que regrediu nos lucros entretanto obtidos foi o “Oscilatório 2011”, embora se tenha de destacar de novo o desempenho dos referentes à classe tendencial pelo facto do DAX continuar a voar em direcção ao céu. Na respectiva liderança destaca-se cada vez mais o “Tendencial Emocional”, confirmando os resultados dos testes, embora o maior destaque pelo avanço significativo na respectiva performance mensal tenha de ser atribuído no período ao “Oscilatório Perdigas”.

A rentabilidade anual líquida da carteira conseguida no final do 9º mês de trading real sobe para o difícil mas reconfortante patamar dos 3 dígitos, mais especificamente 109% (= 81,60% x 12 meses / 9 meses).

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No sistema de money management temos a considerar 2 situações diferenciadas em relação ao mês transacto: o Nasdaq 100 mantém o risco por posição de 3 US Dollars por ponto do índice em cada sub-sistema e no caso do DAX o nível de risco subiu de 6 para 7 Euros por posição e por sub-sistema de trading.
Entretanto gostaria apenas de chamar a atenção para as situações de convergência e divergência de indicadores cíclicos. Estas ocorrências afectam estatisticamente o risco das posições tendenciais e estão a ser consideradas em termos de resultados obtidos através dos respectivos sinais de abrandamento ou reforço de posições do tipo tendencial como um sub-sistema independente em vez de serem anexados a cada um dos 2 sub-sistemas tendenciais. Deste modo passam a ser considerados 8 sub-sistemas em termos de análise interna de trading, em vez dos 7 anteriores.
É inegável que este tipo de consideração vem beneficiar o factor risco do sistema de trading evitando muitos drawdowns potenciais futuros de elevada amplitude, não se trata portanto de nenhuma introdução de um novo sub-sistema auxiliar que venha a multiplicar o número de negócios ou posições em risco visto que se tratava de uma sub-rotina que fazia parte dos sistemas tendenciais.

Voltando de novo à matéria de money management será bom destacar que estamos na presença, para além do já referido novo record do rácio profit / loss, da maior taxa de “Optimal f” que mede a performance interna do sistema de trading através da fórmula de Kelly.
Vejamos,
Kelly F = ((PLR + 1) x SR - 1) / PLR = ((3,94 + 1) x 0,545 - 1) / 3,94 = 0,430
De notar que em relação ao mês transacto o optimismo na aplicação deste sistema sobe em termos de performance de alavancagens do valor de 0,374 para 0,430.
Não fôra a questão dos drawdowns e possíveis ocorrências de crashes que condicionam a alavancagem limite a imprimir aos activos da carteira, o valor obtido pela fórmula de Kelly significa que pontualmente o valor optimizado de alavancagem de cada activo poderia ser aumentado até ao limite de:
Alavancagem óptima = 10 x Kelly F + 1 = 10 x 0,430 + 1 = 5,30
Na prática equivale a dizer que poderíamos utilizar posições em risco até ao valor subjacente de 5,30 x Capital actual = 5,30 x 68800 = 364640 Euros
Se verificarmos que no corrente período foi utilizado o maior valor subjacente de risco no dia 20 de Janeiro através de 47 posições longas no DAX e 15 posições compradas no Nasdaq, equivalentes no fecho da sessão à posição em risco de:
47 x 5349 + 15 x 1676 = 276543 Euros
Tendo em conta que à mesma data o capital da carteira valia 55885 Euros, isto significa que neste período foi atingida a alavancagem pontual máxima de:
Alavancagem (Max. Leverage) = 276543 / 55885 = 4,95
Pelo que se pode concluir que foi atingido um patamar pontual muito próximo do previsto no modelo de optimização preconizado por Kelly, que autorizava em teoria uma alavancagem até 5,30.

Na sua publicação de 17 de Fevereiro de 2006 o “Semanário Económico” trazia as performances obtidas por perto de 2500 dos maiores Fundos de Investimento comercializados no mundo inteiro, incluindo Portugal.
Tratam-se de carteiras sponsorizadas acompanhadas pelas maiores instituições mundiais ligadas ao mundo dos grandes capitais e private equity, com toda a probabilidade geridas por Economistas especializados em mercados e pagos a peso de ouro.
Estes fundos têm regras muito estritas e são acompanhadas por rigorosas auditorias não só pelos Bancos e entidades proprietárias ou responsáveis pelo capital investido mas também por entidades de rating de renome mundial.
Quanto maior o risco da carteira maior será o seu potencial de valorização. Na lista em causa não é divulgado o facto dos Fundos em causa possuírem ou não a faculdade de alavancar o valor dos activos, multiplicando a quantidade de activos subjacentes em risco.
Poderá portanto ser abusivo considerar como padrão comparativo a performance dos melhores Fundos mundiais da referida lista mas à falta de melhores e mais aprofundadas informações aqui fica para já a classificação das 10 melhores rentabilidades a 1 ano, sendo curioso verificar que nenhum deles possui retornos superiores a 90%, esperando que na lista em causa não haja nenhum engano digno de relevo, do qual me penitencio desde já se tal for o caso:

1º) SGAM Fund Eq Gold Mines A - 89,81% (Risco 32,97%; 0 estrelas S&P; Carteira: 39 Milhões de Euros)
2º) WestAm Comp. Latin America C - 88,68% (Risco 26%; 1 estrela S&P; Carteira: 12 M€)
3º) CA Fds Latin Am Equities CI S - 88,14% (Risco 32,37%; 5 estrelas S&P; Carteira: 257 M€)
4º) SGAM Fund Eq Gold Mines F - 87,94% (Risco 32,94%; 0 estrelas S&P; Carteira: 39 M€)
5º) Schroeder ISF Latin America A Acc - 85,10% (Risco 25,19%; 3 estrelas S&P; Carteira: 457 ME)
6º) Schroeder ISF Latin America B Acc - 84,01% (Risco 25,16%; 3 estrelas S&P; Carteira:457 ME)
7º) Fidelity Fds Latin America - 82,06% (Risco 27,72%; 4 estrelas S&P; Carteira: 443 M€)
8º) MS SICAV Latin America Eq A - 81,20% (Risco 29,81%; 2 estrelas S&P; Carteira: 453 M€)
9º) Fidelity Fds Latin America E - 80,32% (Risco 28,31%; 3 estrelas S&P; Carteira: 443 M€)
10º) Merrill LIIF Latin America E - 80,09% (Risco 27,89%; 4 estrelas S&P; Carteira: 1583 M€)

Se considerarmos um período de 3 anos, para se encontrar melhor consistência e capacidade continuada de gestão, o melhor resultado encontrado corresponde ao Fundo “CA Fds Latin Am Equities CI S” com um retorno de 283,93% correspondente a uma rentabilidade anualizada de 56,6% , uma marca extraordinária que vai contudo tendendo a perder valor com o passar do tempo e dos anos.
O que vem provar que a meta de “Soros / Buffett” de 34% ao ano a mais de 20 anos seria uma proeza extraordinária e bastante mais difícil de ser ultrapassada!
Outra situação que aqui há uns anos atrás considerei da maior relevância foi a questão de verificar a excelência da performance de um Fundo, pretendendo-se com isto concluir de que forma se pode medir a capacidade de gerar retornos sem colocar em causa o risco das perdas pontuais sofridas por uma carteira ao longo do tempo. Ambos os factores conjugados ajudam a extrair o trigo do joio, a diferença entre os melhores e piores gestores de portfolios.
Na altura propus que um gestor de carteiras fosse sujeito a uma avaliação da sua performance através de um “índice de performance” dado pela fórmula:
IP = Rentabilidade anualizada média ^2 / Risco anual médio
É preciso ter algum cuidado na definição do risco de uma carteira, se consultarmos muitas publicações verificaremos que a maior parte dos autores define risco como volatilidade correspondendo normalmente ao desvio-padrão dos retornos anualizados.
Nada mais errado!
Poderia para exemplificar ter uma carteira que em 2 anos teve um hipotético retorno de 25% no ano 1 e 25% no ano 2, o que significaria um desvio-padrão de 0% nos retornos anualizados e no entanto todos sabemos que as curvas de capital evoluem através de formas bastante erróneas com swings para baixo e para cima. Logo, este critério só poderia ser aceitável para um número de amostras ou de anos bastante longos onde se esbateria a probabilidade de no final de cada ano haver uma curva de Gauss demasiado concentrada à volta do valor médio.
Portanto sou claramente partidário da teoria que o risco anualizado medisse a volatilidade das quebras reais, sendo simplesmente a média das maiores quedas percentuais de capital de um portfolio sofrido ou registado em cada ano. Se a referida carteira do exemplo tivesse no 1º ano um drawdown máximo de 28% e no 2º ano registasse um drawdown extremo de 19% teríamos um risco médio anualizado da carteira de 23,5% (=(28+19)/2). Parte-se do princípio que o risco anual definido e contabilizado pelos Fundos parta de pressupostos idênticos.
Dito isto e voltando ao mundo real das grandes carteiras de investimento, de acordo com a referida fonte do “Semanário Económico”, diria que num período de 3 anos o Fundo que a nível mundial obteve a melhor performance foi o “Schroeder ISF Latin America A Acc” com um retorno de 264,29% a que corresponde uma rentabilidade anual de 53,9% acompanhada por um risco anual de 25,19%.
Isto significa que possui um rating de performance de:
IP = 53,9 ^2 / 25,19 = 115,3 pontos
Um valor sem dúvida espectacular, tudo o que vá nestes casos acima dos 100 pontos à medida que o tempo se vai espraiando só pode ser considerado como sensacional, sendo praticamente impossível manter-se nos 3 dígitos no longo prazo, tal como um náufrago no oceano onde as possibilidades de ser resgatado com vida vão diminuindo a olhos vistos à medida que os dias vão passando! Repare-se que o Fundo a 3 anos com a melhor rentabilidade possui um risco elevado de 32,37% que não lhe permite alcançar sequer os 100 pontos de IP, ficando-se um pouco mais abaixo da barreira da excelência nos 99 pontos.
Por um estudo histórico anterior, algo limitado mas conclusivo, que efectuei nesta matéria posso acrescentar que num período de 3 anos se pode classificar uma gestão de carteiras da seguinte forma, em especial nas classes 5 e 6 (alto risco), tendo o cuidado de frisar que os períodos terão de ser cuidadosamente filtrados para evitar predominâncias de períodos bull ou bear demasiado evidentes, já que toda esta análise enferma da volatilidade inerente aos próprios mercados que predominam nas carteiras em questão, pressupondo alguma dose de sorte à mistura:
IP > 100 : Excepcional , apenas uma elite privilegiada com menos de 1 fundo em cada 100 consegue tal proeza.
75 < IP < 100 : Muito bom, menos de 3 fundos em 100 atingem este nível.
50 < IP < 75 : Muito acima da média, ao alcance de menos de 15% dos fundos.
25 < IP < 50 : Acima da média, ao alcance de 1/3 dos fundos existentes.
0 < IP < 25 : Média geral de satisfatório quanto baste, onde cabem cerca de 60% dos fundos.
IP < 0 : Em média pode-se dizer que perto de 5% dos fundos entra neste nível de resultados pobres ou fracos a que correspondem rentabilidades negativas acumuladas a 3 anos.

Afinal onde e como se poderá comparar a performance do “Mix Dogemot” com a fina flor destes Fundos? Tal como disse atrás existem dados que não disponho para poder comparar, volto a repetir que esta análise pode ser considerada abusiva, porque uma coisa é certa: o “Mix” funciona como um autêntico “hedge-fund” em que além das alavancagens livremente permitidas, apenas limitadas por regras de risco precisas, se podem também utilizar posições curtas ou vendidas. Estes simples factos podem dar alguma vantagem de antemão ao “Mix Dogemot” que poderão não ser permitidos nos Fundos que serviram de base comparativa.
Parte-se também do pressuposto que o risco anual dos Fundos utilizados como benchmark corresponde sensivelmente à definição que dei um pouco mais atrás.
Como valor mínimo do rating de performance teria de considerar como factor de “handicap” da carteira do “Mix Dogemot” o facto de ainda não ter atingido os 3 anos mínimos de vigência pelo que a rentabilidade considerada para 9 meses pressupõe que nos próximos 2 anos e 3 meses, que faltam para completar o período em análise, não seria efectuada mais nenhuma trade, ou seja, teria um retorno nulo daqui para à frente, o que espero não seja verdade uma vez que os testes indicam a probabilidade de um retorno médio anual a rondar os 40%.
Vamos então pelo lado da segurança considerar que a rentabilidade actual da carteira de 81,6% corresponderia a um retorno médio anualizado, no caso de completar 3 anos com este mesmo capital, de 22,0%.
Tendo em conta que o maior drawdown sofrido pela carteira na vigência deste primeiro ano foi de 20,9% , o rating de performance da carteira do “Mix Dogemot” seria na pior das hipóteses de:
IP = 22,0 ^2 / 20,61 = 23,5 pontos
Como cenário mais realista para tentar extrapolar que rentabilidade teria daqui a 3 anos, considerarei que a base de partida actual é o valor da rentabilidade presente acrescida de uma rentabilidade anualizada de 40% extraída dos testes deste sistema de trading.
O que daria um retorno provável a 3 anos de:
1,816 x 1,40^2,333 = 3,98 = 298%
Correspondendo portanto a um retorno anual esperado de 58,5%.
Logo, o tecto máximo esperado para o índice de performance do “Mix Dogemot”, pressupondo que os drawdowns do 2º e 3º anos de uso deste sistema estarão na mesma ordem de grandeza do drawdown máximo registado até ao presente, poderia ser de:
IP = 58,5 ^2 / 20,9 = 163,7
O que seria um valor estrondoso mas fora de qualquer probabilidade de ocorrência porque como sabem a performance obtida até à data tem ultrapassado de longe todas as melhores expectativas, que necessariamente terão de ser fortemente corrigidas em baixa a curto / médio prazo.
Considerando um cenário mais realista acrescentarei que provavelmente será de esperar que o verdadeiro índice de performance deste sistema de trading a 3 anos de distância esteja sensivelmente a meio caminho entre os 2 cenários extremos apresentados, ou seja:
IP realista = (23,5+163,7) / 2 = 93,6 pontos
Um valor que me deixaria nas nuvens, já que seria muito próximo da meta de excelência dos 100 pontos de rating! Vamos tentar ver se tal é possível…

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Resumo das performances mensais obtidas até ao presente pelo sistema de trading “Mix Dogemot”:
- Acumulado 1º Mês : 6,07% (73% ao ano)
- Acumulado 2º Mês : 12,62% (72% ao ano)
- Acumulado 3º Mês : 16,11% (64% ao ano)
- Acumulado 4º Mês : 19,24% (58% ao ano)
- Acumulado 5º Mês : 19,92% (48% ao ano)
- Acumulado 6º Mês : 31,26% (63% ao ano)
- Acumulado 7º Mês : 50,18% (86% ao ano)
- Acumulado 8º Mês : 57,85% (87% ao ano)
- Acumulado 9º Mês : 81,60 % (109% ao ano)

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Qual a visão actual que tenho de cada um dos índices que constituem os activos da carteira? Aqui ficam uns palpites, procurando antecipar um possível cenário evolutivo.
O DAX encontra-se com os seus novos indicadores de “Convergência / Divergência” activados ao máximo em termos da existência de divergências negativas. Isto significa que provavelmente teremos de estar preparados para uma inversão com algum significado mas que não põe obviamente em causa a tendência ascendente clara deste índice no médio e longo prazo. Trata-se apenas de tentar garantir a manutenção dos capitais entretanto ganhos evitando que se perca uma percentagem significativa dos ganhos durante a próxima inevitável correcção do mercado. Para isso o sistema accionou ordens em stop para fecho das actuais posições tendenciais. Caso venha a ocorrer a referida correcção será uma boa altura de voltar a reentrar em posições longas, no caso do sistema “Mix Dogemot”, via sub-sistemas oscilatórios e eventualmente através da ajuda dos auxiliares “Anti-Tendencial Predictor” e “Convergência / Divergência”.
O Nasdaq em contrapartida, depois de ter corrigido lenta mas de forma evidente ao longo do mês, accionou durante a corrente semana uma divergência positiva, o que significa a tomada de posições longas provisórias pelo facto de ter sido detectada uma oportunidade de curto prazo para uma recuperação do índice. O sistema de trading diagnostica para o Nasdaq que estamos em presença de um activo com grandes probabilidades de se encontrar num trading range lateralizado onde as maiores oportunidades se encontram nos negócios do tipo oscilatório. A possibilidade de efectuar mais-valias poderia dar-se na proximidade do nível dos 1700 pontos não sendo de esperar grandes acelerações positivas ou negativas neste índice.
No final deixo 3 gráficos: o habitual com a evolução do capital real da carteira correspondente ao sistema de trading “Mix Dogemot”, bem como 2 layouts da evolução recente dos indicadores de vários dos sub-sistemas de cada um dos activos que constituem a presente carteira.


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