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Com uma aparente retoma dos Mercados nos USA e Europa..nos por cá..PSI?

Iniciado por xubi2, Maio 30, 2008, 22:33

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xubi2

Cada louco com sua mania




Está visto que cada dia é uma lotaria nos mercados e, segundo o índice que observemos mais ainda. Esta manhã, todas as bolsas europeias subiam com força, contagiadas pelo bom comportamento das praças asiáticas e dos futuros norte-americanos, mas logo depois de se conhecer o dado de confiança do consumidor norte-americano, os mercados travaram os ganhos e recuaram, ainda que não todos os mercados. Assim, a bolsa com pior comportamento, foi a espanhola que perdeu 1,30%. Pelo contrário, a francesa somou 1,55%, a portuguesa subiu 0,20%, o futuro da bolsa europeia ganhou 3,65%, e convém destacar a fortíssima subida do futuro do Xetra alemão (+10%). De qualquer forma, a subida do Xetra alemão é enganadora visto que se deve, principalmente, à subida de mais de 80% da "Volkswagen" na sessão de hoje (mais de 300% desde os preços de fecho da passada sexta-feira). A sessão de amanhã será importante no que toca a dados macroeconómicos, sobretudo do outro lado do Atlântico, já que se dará a conhecer o dado de encomendas de bens duradouros, do mês de Setembro, e a decisão sobre a taxa de juro que tome a Reserva Federal norte-americana (os Fundos Federais dão por certo uma queda de 50 pontos base, e 42% de probabilidade de uma redução 75 pontos base). Tecnicamente, e por muita volatilidade que tenhamos não poderemos dar por esgotada a tendência correctiva dos mercados enquanto o Dow Jones supere os 9.800 e o S&P500 os 955 pontos.

Carrajola

Bom dia!

Na minha opinião e no caso concreto do sp 500 acho que não devemos ficar euforicos enquanto este indice não atingir os 1000 pontos. O que deveria acontecer hoje ou amanhã.

Depois é necessário  que no movimento de correcção haja uma sustentação por volta dos 900 pontos.

Se tudo isto se verificar nos proximos dias ai sim fico euforico e apontar para o ceu...mas não por muito tempo!

xubi2

De momento, apenas uma retoma




Finalmente as bolsas do Velho Continente encerraram com fortes ganhos e praticamente nos máximos da sessão. Assim, o CAC40 valorizou 9,23%, o IBEX 9,42%, o MIBTEL 9,02%, o PSI-20 7,12%, enquanto o DJ Euro Stoxx50 apreciou acima de 5%. O mercado está à espera de conhecer a decisão sobre taxas de juro que se dará a conhecer em pouco mais de uma hora e onde se aguarda que a Reserva Federal acabe por reduzir os juros em 50 pontos-base. Para amanhã, e a nível macroeconómico, as notícias mais importantes que se publicarão do outro lado do Atlântico são: o PIB e o consumo pessoal do terceiro trimestre, os pedidos de subsídio de desemprego da semana passada, e as declarações por parte do Presidente da Fed de São Francisco, num discurso na Universidade de Califórnia. Como já comentamos em análises anteriores, a subida registada desde os mínimos anuais é apenas uma retoma, ou pelo menos enquanto o Dow Jones continue a cotar abaixo dos 9.800 pontos e ao S&P500 abaixo dos 1.050 pontos. Em qualquer caso, começam a observar-se potenciais divergências altistas na maioria dos índices, assim como nos principais títulos e pode acontecer que, talvez, estejamos na antesala de uma forte retoma para as próximas semanas.



xubi2

Até agora são apenas retomas




A sessão de hoje foi estranha uma vez que cada índice se comportou de maneira muito diferente. Assim, enquanto o CAC40 e o PSI20 terminaram quase estáveis, outras bolsas, como a espanhola e a alemã subiram com certa força. A nível macroeconómico, amanhã dar-se-ão a conhecer as seguintes notícias: para a Zona Euro, a estimativa do Índice de Preços no Consumidor do mês de Outubro e a taxa de desemprego, e do outro lado do Atlântico, as receitas e gastos pessoais de Setembro, o índice de custos laborais do terceiro trimestre e os mais importantes, o índice manufactureiro de Chicago e a confiança dos consumidores, medida pela Universidade de Michigan. Tecnicamente, não podemos acrescentar nada de novo que não se tenha referido em análises anteriores e nem os mercados superaram resistências importantes, e o que é pior, estamos bastante longe de fazê-lo ainda. Poder-se-á dizer que enquanto o Dow Jones cote abaixo dos 9.800 pontos e o S&P500 abaixo dos 1.050 pontos haverá pouco caminho percorrido em alta e qualquer retoma será isso, uma mera retoma.

xubi2

Stock futures indicate some pullback after rally




NEW YORK -- Wall Street prepared to cash in some of its gains Wednesday a day after its enormous surge and as investors awaited an afternoon decision on interest rates from the Federal Reserve.

Stock market futures indicated stocks would show declines at the open, though a pullback wasn't a surprise after the nearly 900-point gain logged by the Dow Jones industrials on Tuesday. The Dow and the Standard & Poor's 500 index posted gains of nearly 11 percent, while the Nasdaq composite index rose 9.5 percent as investors, confident about the prospects for a rate cut, piled into the market to pick up stocks that have become bargains.

Some investors appeared ready to lock in profits. Dow futures fell 152, or 1.67 percent, to 8,937. S&P 500 index futures fell 19.10, or 2.03 percent, to 919.60, while Nasdaq 100 index futures fell 30.75, or 2.35 percent, to 1,277.25.

But stock market futures have lately been a less reliable indicator of how the market would open given the extreme volatility that has battered Wall Street since last month's freeze-up of the credit markets. The troubles with the credit markets have made it harder and more expensive to get a loan.

Moves by hedge funds and mutual funds to exit positions have added to the market's volatility, analysts say, adding that the market likely won't carve out a sustained recovery until some big players halt more of their selling.

While signs have emerged that the government action to revive credit markets is starting to work, investors remain skittish over the effects on the economy, which relies on lending to feed growth.

The market will be awaiting the Fed's decision on interest rates, which is due at 2:15 p.m. EDT. Wall Street expects policymakers will lower the fed funds rate by a half point to 1 percent, though there has been speculation that smaller or wider cuts are possible.

Investors are hoping a rate cut by the Fed would complement the government's still-unfolding efforts to aid the commercial paper market, where companies turn for short-term loans, and the banks themselves. The Treasury this week is investing directly in banks, hoping the cash will make them more likely to issue loans.

Beyond readying for any move by the Fed, investors will be examining a report on orders for big-ticket durable goods, which is expected to show a decrease in demand for a second straight month.

Wall Street expects the Commerce Department report, due at 8:30 a.m. EDT, will show that orders for durable goods, which are expected to last at least three years, fell 1.5 percent last month.

Meanwhile, investors could find encouragement from an ease in demand for some types of government debt. The yield on the three-month Treasury bill, regarded as the safest investment around and an indicator of investor sentiment, rose to 0.84 percent from 0.74 percent Tuesday. The higher yield indicates a decrease in demand. Meanwhile, the yield on the benchmark 10-year Treasury note fell to 3.82 percent from 3.84 percent late Tuesday.

Light, sweet crude rose $3.17 to $65.90 in premarket electronic trading on the New York Mercantile Exchange.

Wall Street's rally Tuesday helped lift trading overseas. Japan's Nikkei stock average jumped 7.74 percent. In morning trading, Britain's FTSE 100 rose 3.60 percent, Germany's DAX index fell 3.22 percent, and France's CAC-40 rose 5.02 percent.


xubi2

Por fim terminou o mês de Outubro!




Na última sessão da semana deu-se a conhecer o índice de confiança dos consumidores, elaborado pela Universidade de Michigan, do mês de Outubro, que retrocedeu até aos 57,6 pontos, face aos 57,5 pontos registados no princípio do mês e aos 70,3 pontos de finais de Setembro. Também se deu a conhecer o índice de gestores de compras para o sector manufactureiro, elaborado pelo NAPM de Chicago, que também desceu até aos 37,8 pontos face aos 56,7 pontos do mês anterior, pelo que poderá dizer-se que o conjunto dos dados hoje publicados foi, no geral, pior do que o esperado. Para a próxima semana, os olhos estarão na decisão que na quinta-feira adoptem o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco de Inglaterra (BoE). De facto, espera-se que o primeiro corte a sua taxa de juro de referência em 50 pontos base, tal como o britânico. Do outro lado do Atlântico, será o relatório de emprego, divulgado na sexta-feira, o que concentrará a atenção. A nível técnico, podemos pensar que a retoma poderá durar mais umas quantas sessões antes de tomar fôlego, à vista das divergências altistas que se formaram em muitos dos índices e títulos de referência. Ainda que soe a bruxaria, acaba por ser curioso que historicamente o mês de Outubro costume marcar sempre os mínimos do ano e até agora os grandes "crashes" sempre se registaram neste mês. Pode ser que, mais uma vez, se cumpra, pois dificilmente se poderá dar pior, e muitas das bolsas mundiais caíram no mês mais de 20%, tendo já caído antes na mesma proporção. Se acreditamos no que historicamente costuma acontecer no último trimestre do exercício, poderemos confiar numa recuperação, lenta, mas recuperação até finais do ano e inclusive inícios de 2009.

xubi2

Segunda Feira 03/11/2008   


EUA Divulgam gastos de construção em Setembro [anterior: 0,0% ; estimativa: -0,8%] 15:00

EUA Divulgam índice ISM para a manufactura em Outubro [anterior: 43,5 pontos ; estimativa: 42,0 pontos] 15:00

Comissão Europeia  Divulga previsões de crescimento económico.  10:45

Fortis Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Mastercard  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Ryanair Holdings Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

StatoilHydro  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Zona Euro Reunião de Ministros das Finanças da Zona Euro. 00:00



Terça Feira 04/11/2008
   


EUA Divulgam encomendas à indústria em Setembro [anterior:-4,0% ; estimativa:-1,0%] 15:00

Eurostat Divulga índice de preços no produtor em Setembro na Zona Euro [anterior:-0,5% ; estimativa:-0,1%] 10:00

BG Group  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

INE Divulga índice de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas na indústria em Setembro. 00:00

UBS  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00



Quarta Feira 05/11/2008   


EUA Divulgam relatório da ADP relativo à criação de postos de trabalho, em Outubro [anterior:-8 mil ; estimativa: -90 mil]. 13:15

Eurostat Divulga vendas a retalho da Zona Euro, em Setembro [anterior: 0,3% ; estimativa:-0,4%] 10:00

Altri Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre. 00:00

AMBAC Financial  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

ArcelorMittal Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

BNP Paribas  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Commerzbank Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Deutsche Boerse Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Total Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00



Quinta Feira 06/11/2008   



EUA Divulgam custos de trabalho no terceiro trimestre [anterior:-0,5% ; estimativa:2,7%] 13:30

EUA Divulgam pedidos de subsídio de desemprego, na semana passada [anterior: 479 mil] 13:30

BCE Divulga decisão sobre a taxa de juro após reunião mensal de política monetária [anterior:3,75% ; estimativa:3,25%]. 12:45

Banco de Inglaterra Divulga decisão sobre a taxa de juro após reunião mensal de política monetária [anterior:4,50% ; estimativa: 4,00%]. 12:00

Deutsche Telekom  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

EDP Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre. 00:00

EDP Realiza "Dia do Investidor". 00:00

INE Divulga índice de novas encomendas na indústria - total, mercado nacional e mercado externo em Setembro.  00:00

Jerónimo Martins Realiza "Dia do Investidor". 00:00

Société Générale  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Sonae Indústria Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre. 00:00



Sexta Feira 07/11/2008   


EUA Divulgam inventários de negócios grossistas em Setembro [anterior:0,8% ; estimativa:0,4%] 15:00

EUA Divulgam taxa de desemprego em Outubro [anterior:6,1% ; estimativa:6,3%] 13:30

American International Group  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Berkshire Hathaway  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Brisa Realiza "Dia do Investidor". 00:00

British Airways  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Countrywide Financial  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Ford Motor  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

Sotheby's  Divulga resultados relativos ao terceiro trimestre do ano. 00:00

UE Reunião da União Europeia em Bruxelas para discutir a crise. 00:00


xubi2

Continua a retoma




A sessão de hoje está a ser das menos voláteis do último mês e, apesar de os índices estarem a oscilar durante toda o dia entre terreno positivo e terreno negativo, o intervalo no qual o está a fazer é muito estreito, sobretudo se o comparamos com o que estávamos a começar a ficar habituados no último mês. De qualquer forma, se antes o mercado não parava de cair não será justo perguntar porque estamos há várias sessões sem deixar de subir. Parece que o mercado poderá continuar imerso dentro desta "falsa tranquilidade" até que, na quarta-feira, conheçamos o resultado das eleições norte-americanas, que sem dúvida terá o seu impacto nos índices mundiais. A nível macroeconómico, o dado mais importante da sessão de hoje foi o índice de gestores de compra para o sector manufactureiro, elaborado pelo Instituto ISM, e relativo ao mês de Outubro, que desceu para os 38,9 pontos face aos 43,5 pontos do mês anterior. Sem dúvida nenhuma, os olhos estarão amanhã concentrados no que decidam os cidadãos norte-americanos sobre o seu futuro presidente (cujo resultado se dará a conhecer na quarta-feira) e, a nível macroeconómico, na leitura das encomendas à indústria do mês de Setembro. Ainda assim, e apesar da forte retoma desde os mínimos de há uma semana, em nenhum caso estamos perante uma mudança da tendência principal, simplesmente é uma retoma fruto da extrema sobrevenda, que poderá esgotar-se a qualquer momento.

xubi2

E vão cinco...




Cinco são as sessões de subida consecutivas que estão a registar as bolsas europeias e a grande maioria dos índices asiáticos e norte-americanos. Agora, de repente, os investidores, analistas e muitos meios de comunicação especializados começam a perguntar-se o porquê das subidas tão verticais. E eu pergunto-me, e por que não? Vamos ver se acontece que quando caíam com força era o mais normal do mundo, e agora que estão a retomar não têm direito a fazê-lo. Como costuma dizer-se, o mercado é soberano e manda, ou seja, o mercado é livre de subir ou cair todas as vezes que considerar oportuno e não faz sentido querer procurar uma explicação para os movimentos de cada dia, pois já sabemos que tanto para bem como para mal sempre, e repito, sempre, temos notícias para explicá-lo, e a posteriori é muito fácil. Já dissemos em muitas ocasiões que o mercado se move pela lei do pêndulo e inclui tanto as subidas como as quedas pelo que, quem sabe, não seja que os mercados se tenham destravado como sempre acontece? É provável que assim seja, e ainda é cedo para confirmar o referido cenário mas, como sempre, o ouviremos dizer a posteriori, com as cotações muito acima dos níveis actuais.

xubi2

Dura pouco a alegria em casa de pobre

Já estávamos a achar estranho que o bom comportamento da última semana se pudesse prolongar no tempo. Não é que quiséssemos que os mercados subissem dia após dia, pois toda a gente entende que depois de subir mais de 20% em pouco mais de una semana os mercados deveriam iniciar, mais cedo ou mais tarde, uma consolidação/correcção. Contudo, parece que estas não se podem fazer de forma ordenada, e sem tanta volatilidade dentro da mesma sessão. O mais normal é que uma correcção à subida prévia possa durar algumas semanas, com as suas correcções e retomas intermédias mas, por desgraça, já nos habituamos a que esta se registe em apenas uma sessão ou, no máximo, e a este ritmo, em duas. De qualquer forma, e apesar dos movimentos tão amplos podemos pensar que a queda que se iniciou no dia de hoje seja o início da fase correctiva que vinha a corrigir o impulso ascendente prévio, que se iniciou nos mínimos do passado mês de Março. Se depois desta correcção virmos os índices superar os máximos "intraday" da sessão de ontem, confirmar-se-á outro segundo impulso ascendente que poderá servir aos índices para se dirigirem às respectivas directrizes baixistas de longo prazo. Além disso, se o fizerem, teremos numerosas potenciais formações de mudança de tendência em forma de "ombro-cabeça-ombro invertido" com as implicações altistas que isso incluirá. Assim, não há que atirar-se para a piscina antes do tempo, e já advertiremos sobre a confirmação das referidas formações técnicas, se em algum momento se confirmarem.

xubi2

Quanto pior, melhor?




O relatório de emprego da economia norte-americana, principal dado económico da semana, acabou por ser muito pior do que o esperado pelos mercados, e depois de uma primeira reacção negativa, em pouco tempo os índices começaram a sair de mínimos e a subir com força. É verdade que nunca se sabe a ciência certa porque os índices se comportam de uma maneira ou outra. Talvez, o mau dado seja interpretado como outra desculpa mais para continuar a descer as taxas de juro ou aprovar novos estímulos fiscais que ajudem a reactivar a economia o antes possível. Uns dirão que o mercado já tinha descontado o mau dado, e que como sempre se adianta, pode que ser que a dura correcção das últimas duas sessões já reflectisse o péssimo dado publicado. E outros dirão que simplesmente os índices estão a retomar depois de conseguir aguentar acima dos primeiros níveis de suporte. Seja como for, o importante é que no final o mercado é soberano e sempre nos deixa a todos boquiabertos, para bem e para mal. Dito isto, é certo que desde o ponto de vista da análise técnica, vimos muitos dos índices de peso a retroceder nas últimas sessões até 50% do impulso ascendente prévio e, além disso, fizeram-no com um volume decrescente. Por isso, se depois da fase de correcção, estes conseguirem superar os máximos "intraday" da passada quarta-feira, poderemos começar a falar de potenciais formações de mudança de tendência (de curto prazo) em forma de "Ombro-Cabeça-Ombro invertido" que poderá projectar o conjunto dos índices cerca de 5-10% acima dos níveis actuais.

xubi2

Que decepção de sessão



Durante quase toda a sessão as bolsas do Velho Continente estiveram a subir acima de 3% (excepto o PSI20 e o IBEX35), mas vimos como atenuaram os ganhos, em passos agigantados, na última parte da sessão, apesar de aparentemente não se ter publicado nenhum dado macroeconómico, nem empresarial, que tenha provocado a reversão das bolsas à última da hora. Por outro lado, chama a atenção o pouco interesse que se mostra no mercado, dado o volume tão baixo que se está a negociar. Tecnicamente, não há muito que acrescentar que não tenhamos dito em análises anteriores, salvo o facto de que "parece" que os índices e muitos dos títulos de referência poderão estar a tentar construir o segundo ombro de um potencial "Ombro-Cabeça-Ombro invertido" mas ainda falta o mais importante: que se confirme. Ainda que, pensando bem, esta é uma das características típicas de uma potencial formação de mudança de tendência como a mencionada, e o volume deve ser decrescente e aumentar consideravelmente uma vez se superem as "claviculares" das referidas formações, ainda longe dos níveis actuais. Veremos...

vitorrslopes

George Soros acredita que a crise financeira já atingiu o pico

George Soros, reconhecido investidor e dono de uma das maiores fortunas do mundo, afirma que, "aparentemente", a crise financeira global, que teve início em Julho de 2007, já atingiu o pico e que o sistema financeiro mundial está já a "curar" as próprias "feridas".

Em entrevista ao jornal tailandês "Eesti Paeevaleht", citada pela Bloomberg, Soros salientou que o sistema financeiro "voltou a funcionar", depois de "ter encerrado as suas funções" após a falência do quarto maior banco de investimento dos EUA, o Lehman Brothers.

Apesar das perspectivas mais animadoras, relativamente à crise e ao impacto nos mercados, Soros lembrou que, no entanto, falta ainda sentir o impacto da turbulência na economia real, antecipando o aumento do desemprego e a luta de algumas empresas pela sobrevivência.

xubi2

Fortes quedas, mas sem volume




Se recordam, em análises anteriores do início da semana passada, advertimos que, mais cedo do que tarde, as bolsas deviam tomar fôlego e em pouco mais de cinco sessões chegaram a retomar perto de 20%. Assim, agora que chegou a correcção parece que estranhamos e começamos a fazer perguntas de todo o tipo, mas e porquê? Porque estas se estão a registar de forma vertical e profunda? Por sorte, ou por desgraça, já deveríamos estar habituados a tanta volatilidade e a ver oscilar os índices cerca de 5% entre o máximo e o mínimo. Em princípio, parece que os mercados continuarão assim umas quantas semanas mais, e temos o melhor reflexo disso no VIX, agora nos 64 pontos. Estes níveis, até há um mês, eram impensáveis pois historicamente níveis próximos dos 30 pontos representavam já leituras extremas e agora vemo-lo cotar em mais do dobro. Tecnicamente, dá a sensação de que o fundo deverá estar por aqui perto, sobretudo porque estamos em níveis próximos dos 50% de retrocesso do impulso ascendente prévio e isso costuma actuar como fundo, se bem é certo que ainda que caíam 3-5% a análise actual continuará invariável. A única coisa que, de momento, nos tranquiliza é que o volume está a ser sensivelmente inferior nas últimas quedas do que o negociado na subida prévia e, em princípio, a teoria diz-nos que, neste caso, deveremos apostar pelo lado das subidas uma vez as quedas terminem. Ainda que tal como estão as coisas, neste momento, uma pessoa já não se fia em nada nem em ninguém...

xubi2

 

Outra decepção



Parece mentira que não tenhamos aprendido já que de nada serve fazer-se uma ideia do que poderão fazer as bolsas actualmente. Assim, esta manhã tudo apontava para uma violenta retoma das bolsas do Velho Continente como consequência da fortíssima valorização de ontem nas bolsas do outro lado do Atlântico. Contudo, esta acabou por ser muito discreta face à subida que se esperava e que no início da manhã descontavam os futuros. Sinceramente, não há quem entenda nada porque se com uma escalada próxima de 7% dos índices norte-americanos apenas conseguimos um ganho de um escasso ponto percentual em média. Então, o que necessitaremos que aconteça para tentar uma retoma que seja mais ou menos decente? O que há que fazer? Tecnicamente, poder-se-á dizer que, actualmente, livramo-nos de registar um novo movimento baixista que nos poderia ter levado a ver os mínimos do passado mês de Outubro, coisa que fizeram praticamente a totalidade dos índices norte-americanos, e os suportes mais importantes actuaram na sessão de quinta-feira com precisão milimétrica. Assim, independentemente do que façam os mercados no dia-a-dia está visto que não vale a pena perder tempo a analisar resultados empresariais nem dados macroeconómicos porque o mercado logo se encarrega de ignorá-los em questão de poucos dias, e inclusive horas. Parece que até que não vejamos o conjunto das bolsas mundiais confirmar e encerrar acima dos máximos "intraday" de princípios de Novembro não nos fiaremos absolutamente em nada, nem em ninguém. Se por acaso, apenas se o S&P500 superar os 1.045 pontos e o Dow Jones os 9.800 pontos (em valores de fecho) apenas então podemos começar a confiar numa retoma séria e fiável que, pelo menos, leve a grande parte dos índices até níveis próximos das suas directrizes baixistas principais. A nível macroeconómico, e para a próxima semana, os olhos estarão postos, principalmente, nas licenças de construção e no índice de preços do consumidor da economia norte-americana, ambos se darão a conhecer a meio da semana.