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Iniciado por Nyk, Março 27, 2010, 09:26

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Nyk

Portugal paga juros mais altos do que poderá cobrar à Grécia


Os juros das obrigações da dívida portuguesa a três anos ultrapassou os 5%, ou seja, Portugal já está a financiar-se a um preço mais elevado do aquele que vai cobrar à Grécia, no caso de a União Europeia avançar com o empréstimo ao país helénico, nota a Bloomberg no seu "Gráfico do Dia".

A taxa de juro da dívida portuguesa, a três anos, subiu para 5,63%, o que é mais elevado do que os 5% que Portugal irá cobrar à Grécia no âmbito do resgate acordado entre a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para a ajuda à Grécia, se este for implementado. As obrigações gregas com a mesma maturidade estão nos 14,86%.

Segundo a Bloomberg, estes dados indicam que se os empréstimos à Grécia avançassem neste momento, Portugal estaria a pagar mais 63 pontos base para se financiar no mercado, com fundos destinados a financiar uma parte do défice grego, permitindo a este país a poupar 9,86 pontos percentuais (986 pontos base), sobre o montante do empréstimo.

Estes dados "tornam o argumento de que isto não é um subsídio parecer bastante fraco", disse o director de análise do Barings Investment Services, Toby Nangle à Bloomberg. "Mesmo com os custos de financiamento do resgate grego a subirem acima do resgate à Grécia, não vejo estes países a recuarem, uma vez que podem ser os próximos candidatos" à ajuda, disse o especialista.

A classificação de crédito da Grécia foi reduzido para "BB+", pela Standard & Poor's e esta é a primeira vez que um membro da Zona Euro vê a qualidade do seu credito ser reduzida para um nível a que já não é reconhecida qualidade de crédito. A dívida portuguesa foi reduzida para "A-".



Noddy

Será altura de aproveitar os saldos?

Ou será melhor ver a banda passar.

Nyk

Citação de: Noddy em Abril 28, 2010, 12:44
Será altura de aproveitar os saldos?

Ou será melhor ver a banda passar.

Saldos, qual saldos, isto é uma roubalheira que estão a fazer as cotadas, especulação pura.

Nyk

Lisboa reduz perdas a menos de metade com perspectiva de ajuda à Grécia



A bolsa de Lisboa mantém a tendência negativa, mas já reduziu a metade a forte queda registada no arranque da sessão. O PSI-20 cai menos de 2%, em linha com as pares da Europa, com quase todas as cotadas em baixa. Só a EDP Renováveis sobe, num dia em que mais de metade das empresas do índice principal fixaram mínimos mais de um ano.

O índice de referência, que chegou a perder mais de 6% para o nível mais baixo dos últimos 12 meses, segue a cotar nos 6.949,29 pontos. Das 20 cotadas apenas uma sobe, sendo que 14 recuam mais de 2% e destas sete estão a desvalorizar mais de 4%, assistindo-se agora a um cenário bem menos negativo do que no arranque da sessão.

A praça portuguesa é agora a segunda que mais cai na Europa, recuando 1,94%. Esteve a liderar as perdas no arranque da sessão (chegou a cair mais de 6%), penalizada pelo corte de "rating" da dívida de Portugal por parte da Standard & Poor's. A descida da notação financeira de "A+" para "A-" levou os juros da dívida da República a disparar. A "yield" a 10 anos das Obrigações do Tesouro está nos 5,936%.

Pior que a bolsa de Lisboa está a praça financeira de Espanha que recua 3,22%. A bolsa da Grécia, por seu lado, caiu 0,81%. Uma descida ligeira, por comparação, que reflecte a perspectiva dos investidores de que na declaração conjunta do BCE, FMI e do governo da Alemanha, agendada para o início desta tarde, dê sinais de avanço no processo de concessão dos fundos de emergência. O STOXX Europe cai 1,53%, com o sector da banca a liderar as descidas.

Também no mercado nacional os títulos financeiros centram atenções, especialmente o Banco Comercial Português (BCP). Segue a desvalorizar 5,66% para 0,633 euros, depois de ter chegado a afundar mais de 17%, queda que levou as acções do maior banco privado nacional a negociarem no valor mais baixo de sempre. Os títulos chegaram a cotar nos 0,55 euros.

BES e BPI seguem a tendência, e estão a negociar próximo dos mínimos de mais de um ano. O banco liderado por Ricardo Salgado está, agora, a negociar nos 3,08 euros, a perder 4,94%, já os títulos do BPI perdem 2,10% para 1,634 euros. Também o Banif está em queda, recuando 6% para 0,94 euros.

Nota de destaque também para a Galp Energia, que é uma das cotadas que mais pressiona o PSI-20. A petrolífera está a perder 2,34% para 11,67 euros, já a EDP perde 2,29% para 2,562 euros enquanto a EDP Renováveis consegue ser a única cotada da bolsa de Lisboa a valorizar. Inverteu a tendência e está agora a transaccionar nos 5,113 euros, a subir 0,99%.

A Jerónimo Martins também não escapa à quedas. Recua 1,65% para 7,34 euros, isto apesar de esta manhã ter apresentado um crescimento dos lucros de 30% dos primeiros três meses, para 42,3 milhões de euros. Já a "holding" liderada por Paulo Azevedo, a Sonae SGPS está a perder 1,44% para cotar nos 0,752 euros.

A Portugal Telecom desce 2,6% para 7,269 euros, enquanto Sonaecom, que chegou a afundar mais de 10%, está a perder 5,44% para 1,235 euros, a negociar no valor mais baixo do último ano. Em mínimos de mais de 12 meses está também a Zon Multimédia que perde 4,34% para 3,198 euros.

Também a renovar um mínimo de um ano está a Sonae Indústria, que desce 11,06% para 1,93 euros, assim como a Mota-Engil, que recua 5,24% para 2,606 euros. A Brisa atingiu também hoje um novo mínimo, durante a parte inicial da sessão, estando agora a perder 1,86% para 5,054 euros.



hollies

#34
É Nyk... pura Especulação, e aí estão os abutres dos Short's em grande força.

A Grécia vai proibir os Shorts até Julho.

DUARTINI

Hollie, quando são os abutres dos longuistas a levar tudo até à estratosfera aí ja ta tudo bem?
http://strapon.pt    http://sersexy.net

skygod

E' incrivel a forma como o Psi20 recuperou daquele buraco negro inicial. Quem andou a papar acções durante as quedas da manhã, ja' esta' a rir-se a esta hora.  ;D Ainda assim penso que isto sera' passageiro e basta apenas uma palavra mal interpretada por parte de alguém com responsabilidades para isto virar novamente de forma abrupta
Nunca discutas com um idiota, ele arrasta-te ate' ao nivel dele e ganha-te em experiencia.

XPLOD

Pois é como mostrei noutro post o gráfico do PSI20 agora vamos para os +-10 000pts.com a Grécia ou sem Grécia.

PSIFD001

Inacreditável, o Psi20 já está positivo depois da manhã negra.

hollies

#39
Duartini,

que eu saiba os longuistas(como chamas) nunca levaram o que quer que seja para a estratosfera, estás com qualquer problema de definição, ou expressão. E Tb que saiba nunca foi proibida a acção dos longuistas  em Bolsa, como já aconteceu diversas vezes com os Shortistas. Espero que não te tenhas sentido ofendido, penso que é uma boa definição para quem faz Short: Abutre ou Hiena. Actuam como esses dois animais que têm a sua função na natureza. É uma forma de estar, de actuar.

DUARTINI

Não me senti afectado. Mas então quando são os shorts a levarem os preços até à estratosfera para quem está longo já tá tudo bem? Eu não sou nem bull nem bear, nem de esquerda nem direita. Sou normal.
http://strapon.pt    http://sersexy.net

Nyk

Juros da dívida pública portuguesa recuam após medidas de austeridade
O prémio pago pela dívida pública portuguesa está hoje a recuar, depois do Executivo de José Sócrates ter anunciado um pacote de medidas de maior


O prémio pago pela dívida pública portuguesa está hoje a recuar, depois do Executivo de José Sócrates ter anunciado um pacote de medidas de maior austeridade, para reduzir o défice, que hoje vai discutir com a oposição.

As "yields" da dívida pública a 10 anos estão a cair 7 pontos base, para 4,479%, bem abaixo dos 6% a que chegou a negociar na semana passada, num momento em que os investidores receavam que também fosse necessário um plano de ajuda para Portugal.

Nas maturidades mais curtas a tendência também é de queda, com os juros das obrigações do tesouro a cinco anos a recuarem três pontos base para 3,386%, enquanto a dois anos, as "yields" descem quatro pontos base para 2,181%.

O Governo entregou ontem ao PSD um conjunto de medidas de austeridade que consagram uma subida generalizada de impostos e medidas menos concretas de redução da despesa. Estes esforços acrescidos de consolidação estão a ser bem recebidos pelos investidores, que estão a descontar menor risco para o país.

Ainda ontem, Portugal colocou mil milhões de euros de dívida pública, uma operação bem recebida pelo mercado, uma vez que a procura superou as últimas emissões. Analistas consideram que o êxito ultrapassa as fronteiras portuguesas: é um bom sinal da eficácia do anúncio da Europa de que não deixará cair nenhum dos seus numa situação de incumprimento, e uma boa notícia para os países da periferia do euro.



Nyk

Portugal vai vender mais 500 milhões de Bilhetes do Tesouro


Portugal vai voltar ao mercado de dívida na próxima semana. A 19 de Maio, o IGCP vai realizar um leilão de Bilhetes do Tesouro (BT) com uma maturidade de 9 meses, sendo o montante indicativo de 500 milhões de euros.

De acordo com a informação avançada no "site" da entidade presidida por Alberto Soares, será efectuado "um leilão da linha de BT com maturidade em Fevereiro de 2011" com "um montante indicativo de 500 milhões".

Na semana passada, o IGCP realizou uma emissão de BT, também de 500 milhões de euros, mas com uma maturidade a 6 meses. Nesta operação, pagou uma taxa de juro de 2,955%, quatro vezes mais do que na última emissão com esta maturidade.

Ontem, Portugal voltou a ir ao mercado numa operação de financiamento através de Obrigações do Tesouro (OT). Colocou o montante máximo previsto (1.000 milhões de euros) com um juro ligeiramente superior a 4,5%, beneficiando já do impacto positivo que o fundo europeu teve nas "yields" d