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O Petróleo, o Dolar vs Euro, os mercados emergentes e as renováveis!...

Iniciado por tiagodandre, Maio 21, 2008, 15:12

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cyborg

boas

4 de julho??? dia da independência nos states!!!
mais uma desgraça no meu dia de anos... já chegou a derrota na final do europeu de 2004 com a grécia...

fonix... fonix... fonix... :o

cunps
www.dreamtech.pt

bons negócios

tiagodandre

Petróleo alivia de máximos após Arábia Saudita considerar preço "injustificado"

Os preços do petróleo seguiam a corrigir nos mercados internacionais dos máximos recentes, após o ministro da Energia da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, afirmar que esta subida é "injustificada".

O West Texas Intermediate (WTI) seguia a perder 0,69% para 137,58 dólares em Nova Iorque, depois de ter tocado pela primeira vez nos 139,12 dólares no final da semana passada. Em Londres, o "Brent" do mar do Norte cedia 0,90% para os 136,45 dólares, tendo atingido um máximo nos 138,12 dólares por barril na sexta-feira passada.

Os preços recorde estão a ser provocados por factores não fundamentados, disse Al-Naimi citado pela agência de notícias saudita, segundo a Bloomberg.

A estas afirmações juntam-se os receios de abrandamento económico mundial por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI), devido aos elevados preços da energia. Apenas na sexta-feira, os preços do petróleo dispararam mais de 10 dólares, a maior subida numa sessão.

Um dos sectores mais penalizados pela subida dos preços do petróleo tem sido o das companhias aéreas, com a China Airlines a juntar-se a outras empresas que já afirmaram que vão reduzir os voos para enfrentar o crescimento do preço dos combustíveis.

A Morgan Stanley divulgou uma análise, no final da semana passada, em que avança com previsões de que os preços do petróleo possam atingir os 155 dólares dentro de um mês devido ao aumento acelerado do consumo dos países asiáticos. (ah poixx ::))

Publicado 09 Junho 2008  07:48



Após máximos históricos no final da semana passada
Petróleo recua com declarações da Arábia Saudita

Os preços do crude negoceiam em queda nos mercados internacionais, depois de o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, ter afirmado que a escalada da matéria-prima é "injustificada".

Assim, às 07h25, o contrato do barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Julho recuava 1,24 dólares para os 136,45 dólares no ICE de Londres, depois de na sexta-feira ter valorizado 10,15 dólares, fixando um novo recorde nos 137,69 dólares.

À mesma hora, o contrato de Julho do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) seguia a cair 94 cêntimos para os 137,60 dólares o barril no NYMEX de Nova Iorque, após na última sessão ter somado 10,75 dólares para um máximo de sempre nos 138,54 dólares.

O ganho "injustificado" nos preços do petróleo está a ser conduzido por factores não fundamentais, afirmou Ali al-Naimi, citado pela agência noticiosa saudita.

A mais recente escalada dos preços do petróleo deveu-se sobretudo à desvalorização do dólar, que torna a matéria-prima mais barata para os investidores que usam o euro, aumentando a sua procura.

O dólar, que acumulava dois ganhos semanais consecutivos face ao euro, regressou às quedas na passada quinta-feira, depois de o presidente do Banco Central Europeu (BCE) ter admitido a possibilidade de subir as taxas de juro já no próximo mês de Julho para travar a inflação, que, em Maio, atingiu o nível mais alto dos últimos 16 anos.

Na sexta-feira, a 'nota verde' continuou a perder terreno face à divisa europeia, depois de ter sido conhecido que o desemprego nos Estados Unidos cresceu ao ritmo mais elevado dos últimos 22 anos, aumentando os receios de que a maior economia do mundo possa estar a abrandar.

Além disso, no mesmo dia, o banco de investimento norte-americano Morgan Stanley divulgou uma análise, na qual aponta para um forte aumento da procura de petróleo, com a aceleração do consumo na Ásia e a redução das reservas, prevendo que os seus preços poderão chegar aos 150 dólares o barril em menos de um mês.

Em adição, o Lehman Brothers reviu em alta as suas estimativas de preços do petróleo para este ano em 15,5 dólares, para uma média de 113 dólares por barril.

Entretanto, o vice-director geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky, avisou este sábado que o ganho superior a 10 dólares o barril verificado na última sexta-feira deverá abrandar o crescimento global

2008-06-09 07:40
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Broker_Invest

Este ano ainda Vamos assistir ao Crash do Petróleo, só apartir dai é que vamos ter dias de glória.

Esta materia prima cada vez que aumenta prejudica a economia mundial, muitos paises podem bater mesmo no fundo com esta escalada dos combustíveis, isto incluindo o nosso País que é super dependente desta materia prima, já estava na altura de apostar no Nuclear para dependermos menos do crude.
Os nosso vizinhos conseguem ter os combustíveis mais baratos devido a politica deles que é bem melhor que a nossa, eles tem energia muito mais barata do que nossa eles têm 2 ou 3 centrais Nucleares perto da nossa fronteira, por isso se aquilo der para o torto nós também comemos, é pena que "só" comemos e não beneficiamos dessa energia.
A nossa mentalidade em questão a energia tem que mudar dramaticamente, o nosso pais não vai lá só com moinhos eólicos espalhados pelo pais a fora, temos que modernizar, se a central nuclear já tivesse em produção em Portugal, a dependência dos combustíveis fósseis era "menor" só serviria para o parque automóvel.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

portela


Não vai haver nenhum crash de Petróleo nos proximos 10 anos, pois não há alternativa viável face à imensa procura a tão curto prazo.

Hoje em dia o preço do crude tornou-se numa nova arma que não mata vidas humanas, mas faz muita mossa na sociedade em geral e por mais que insistam, não há alternativas ao petroleo! Nem vento, nem ondas. Talvez o nuclear...

A influência da especulação das companhias petrolíferas no preço do barril de crude é um facto confirmado com décadas de história. O ISP idem...
Todos sabemos que há muito mais petróleo no planeta Terra do que as companhias apregoam, no entanto, estas não podem aumentar a oferta através da prospecção, até porque não foi industrialemente actualizada perante a actual procura e porque isso iria equilibrar a procura, provocando logo um abaixamento do preço do barril na fonte.

Ora, todos estudámos pela sebenta que dizia que o petróleo era uma energia limitada e que restavam apenas uns escassos 30 anos para tudo acabar!
Pois bem, reparem que a especulação sobre o petroleo ja vem desde os nossos tempos de escola!!! E digo isto por que já la vão cerca de 20 anos do meu 5º ano do ciclo e eu pergunto: O que é que o mundo (principalmente a "dita" evoluída e sabichona Bruxelas) fez para acompanhar a evolução energética? NADA, rigorosamente NADA! Sempre a ceder aos grandes interessas.
Não me venham falar de carrinhos movidos a água porque nunca há-de existir um carro a mover-se a água! Simplesmente porque a água ainda é e há de ser nos proximos 50 anos substancialmente de borla!
Por isso, e para alem de eu ter um carro a gasóleo não fico nada espantado que o barril de crude chegue aos 200€ até Janeiro de 2009. Só me resta mudar para o GPL.

Não são as pseudo-potências que têm força para baixar o preço do crude, até porque este factor vai forçar o abrandamento da economia dos paídes mais fracos, de forma a absorverem produtos fabricados em nações fortes e que devido à sua capaciade económica de pagar o petroleo caro, elevaram o preço da oferta.

Por exemplo, a que é que se deve o facto de terem falido grande parte das PME´s produtoras de lanifícios nacionais? Não me venham só com a conversa da mao-de-obra cara, nem com o escoamento do produto que até o havia!
Imaginem então 50 a 200 teares industriais a trabalherem 8 horas por dia! Pois bem, é impossível trabalhar com as tarifas da EDP, mesmo industriais, como as que são praticadas em Portugal e note-se que o ano 2006 ficou caracterizado por um ano de grandes falências deste sector. Curiosamente a EDP fechou o mesmo ano colocada como a 1ª em termos de resultados! Foi bom para a nossa bolsa, não foi? Foi bom o ano 2006 para as acções da EDP, não foi? Eu sei que foi, mas à custa do que??? Quantos foram prá rua? Quantas empresas fecharam à custa do elevado custo da energia eléctrica?
E na TV só se falava-se do povão que queria aumentos de 1%...É triste mas é verdade e isto está-se agora a passar a nível mundial.

E agora pergunto: Foi construída alguma central nuclear em Portugal para colmatar os problemas? NÃO. Fez-se um coloquiozinho em Lisboa com os pseudo-gurus da energia, fizeram-se umas contas de algibeira e fechou-se o dossier de uma vez!
Pois bem, os vizinhos espanhois têm 3 CN e duas delas estão juntinhas á nossa fronteira. Imaginem o que era...em vez de estarmos a estrear um acção relacionada com a energia do vento (que esta a ser o que se vê), imaginem agora estrear uma acção estribada na energia nuclar ainda por cima num país que está cheio de uranio como Portugal!!! Mas não... o lobby anti nuclear continua em pleno ano 2008 a lembrar-nos do desastre Russo com a central de 1ª geração...no entanto os países nórdicos (noruega, filandia, etc) já vão na 4ª geração de centrais nucleares (fissão atómica). E recomendam... 

Curiosamente, parte do combustivel nuclear consumido nas Centrais nucleares da Alemanha é extraído no nosso País!
Afinal somos pobres ou gostamos de o ser?
Dá que pensar...



tiagodandre

Portela...

Aconselho-te a ver os vídeos e a ler alguns comentários no tópico:

O futuro dos automóveis na Terra...Algumas sugestões!!! ;)
/forumbolsa/index.php?topic=45110.0

E quando se fala em carros,...outras aplicações podem ser geradas...enquanto o carro a hidrogénio ainda não é solução, o carro eléctrico sempre o foi desde o aparecimento dos primeiros carros em circulação!


Alternativas sempre as houve e sempre existirão...será que há vontade para as implementar definitivamente?...será que o nosso planeta ainda não sofreu o suficiente?...Será economicamente viável aceitar estes preços do petróleo?...

Perguntas....que com o tempo terão as suas respostas!

Países como a Dinamarca continuam a mostrar o caminho correcto para a independência energética, sem custos para o ambiente!.


Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

portela

Tiago


Tenho-te como um dos melhores analistas do forum.
No entanto continuo a reafirmar que não vai havar crash Petrolifero tão cedo (10 - 15 anos), pois quanto a mim, não existe alternativa quantitativa/qualitativamente viável face à imensa procura de energia a tão curto/médio prazo. Só a título de exemplo a China duplica o seu PIB de 7 em 7 anos. Logo por aqui se vê como está sedenta de petróelo e não vês nenhum esforço digno em prol do ambiente das gerações vindouras.
Pelo contrário! Estão já estão a comprar resíduos plásticos (milhares de toneladas) na Europa para queimar nas centrais de produção eléctrica chinesas. Com isto, não só retiram matéria prima com potêncial reciclável na europa como aproveitam-na como combustível para as linhas de produção deles.   

Ora, Quando falamos em energia estamo-nos a referir ao abastecimento energético mundial, representando os meios de transporte humanos e de mercadoreis apenas uma pequeníssima parte deste gigantesco bolo. Se por exemplo eliminarmos 25% dos automóveis que circulam a fuel no planeta vais ver que o preço do barril mantém-se praticamente inalterado.

Outro ponto importante é o facto das empresas ligadas às energias renováveis estarem a ser a passo e passo controladas pelos grandes grupos ligados ao petróleo. Quer se queira, quer não, este factor é sinónimo de abrandamento do avanço tecnológico, relativamente às energias renováveis, pois há que fazer render o peixe, neste caso o petróleo.

Quando se fala em alternativas ao petróleo acho que devemos verificar qual o impacto que certa alternativa terá à escala mundial. Achas mesmo que as soluções hidrogénio ou eléctrica acompanharão a curto prazo a necessidade quantitativa de consumo? Eu julgo que não, e as petrolíferas encarregar-se-ão disso mesmo.


Contudo, tenciono somente dizer com isto que sou um grande adepto de algumas energias alternativas como a hídrica, o gás e o biogás através da digestao anaeróbia dos lixos orgânicos, no entanto as necessidades de abastecimento à indústria mundial, aos meios de tranporte (terrestres, aéreos e maritimos), a à geração de electricidade, requerem fontes de energia gigantescas, ao qual só o petróleo poderá fazer face a curto/médio prazo.

Continuo por isso a defender a solução nuclear como uma energia limpa e tecnologicamente rentavel. Se achas como eu e muito bem que os carros poderão mover-se através de baterias electricas, então só a energia nuclear poderá recarregá-las. Se a Dinamarca nao tem é por opção e não é por nao ter que nós nao devemos ter.

PS: Tiago, já agora, sabes quem é que na prática pagou e vai continuar a pagar os parques eólicos espalhadas pelas nossas serras em prol de uma denominada energia verde? Foi o pagode, isto é, nós nas facturas mensais. E olha que a tarifa vai aumentar mais! Dá-lhe tempo...   

Cumprimentos   

tiagodandre

Portela...

1º) Relativamente ao consumo da China, é mais do que óbvio a pressão que este mercado tem feito no preço do crude, a sua expansão tem sido avassaladora...neste momento é para mim o único fundamento para preços do petróleo elevados...deixei alguns links por aí mas volto a colocar:

http://www.wolfatthedoor.org.uk/ (carrega em Consumption)


2º) Mas o que são para mim preços racionais e fundamentados? e mais importante...o que são preços elevados mas justificados...são preços que flutuam entre os 80€ <-> 100€. Acima destes intervalo penso que a a especulação está a fazer o seu trabalho.


3º) Eu não coloco de parte o nuclear, mas penso que tendo em consideração as particularidades do nosso país, devemos apostar nos recursos naturais que temos à nossa disposição:

O Sol: energia solar (essencialmente abaixo do Tejo)
O vento: energia eólica (corredores de vento e litoral)
Os rios e correntes de água doce: energia hidráulica (Ter cuidado com a preservação dos rios,.. barragens a mais fauna aquática a menos)
Os mares e oceanos: energia mareomotriz e energia das ondas
A matéria orgânica: biomassa (excelente negócio!!)
O calor da Terra: energia geotérmica


4º) Relativamente ao teu PS, tenho só apenas a dizer que concordo com os subsídios, mas não na proporção actual...aliás, esse foi um dos motivos que me fez colocar a EDPr de parte..

A energia eléctrica gerada por fontes renováveis é bastante subsidiada actualmente (PRE-Produção em Regime Especial), e se o défice tarifário já é grande actualmente, com a expansão que a EDP-R e outras empresas tencionam fazer ainda será maior, logo, pelas regras da concorrência e competitividade, esta situação não será sustentável por muito mais tempo, e depois o prazo de recuperação dos investimentos que agora se cinfram em 6 anos, tornando bastante atractivo este tipo de investimento (nomeadamente as eólicas!), irá aumentar significativamente..

Ou seja, neste momento o enquadramento legal e económico é favorável à EDP-R, mas a produção eólica representa, para a rede pública um sobrecusto cada vez mais elevado devido aos preços do Sistema Eléctrico de Serviço Público (SEP), logo para mim este negócio está a ser sustentado artificialmente, o que implica um risco substancial. Obviamente que as preocupações ambientais crescentes são um factor positivo, assim como as metas propostas pela CE, mas andar a pagar electricidade mais cara para além do excedente para depois possibilitar a compra a preços mais baixos...é também no mínimo pouco lógico...


Resumindo: A dependência do petróleo poderá ser facilmente um mito na próxima geração...basta empenho na inovação, e a queda de certos lobbies...Alternativas existem e apesar de alguns quererem branquear o progresso. É obrigação do consumidor estar mais informado e ser cada vez mais exigente!...senão que raio de planeta queremos deixar aos nossos descendentes? Neste sentido a nossa única alternativa é investir agora, em inovações tecnológicas que suportem a transição do petróleo como fonte energética principal, tal com aconteceu com o carvão...sem que seja necessário abrandar o progresso!


Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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tiagodandre

Cada vez se fala mais no petróleo... ::) (News)


MercadosE os 150 dólares no Verão
Responsável da Líbia diz que petróleo pode atingir os 140 dólares antes do final do mês


O mercado do petróleo a nível mundial está bem fornecido, considera Ghanem, responsável máximo do petróleo da Líbia, país que faz parte da Organização dos Países de Petróleo, acrescentando que a matéria-prima deverá atingir os 140 dólares antes do final do mês e os 150 dólares no Verão.

Segundo a mesma fonte, citada pela Bloomberg, o preço do barril deverá tocar os 140 dólares por barril antes do final de Junho e os 150 dólares no Verão, avançou o responsável, numas estimativas efectuada na semana passada.

Para Ghamen "o mercado está bem fornecido e a OPEP não necessita agir".

A OPEP fornece mais de 40% do petróleo a nível mundial.

Publicado 09 Junho 2008  12:43



AIE diz que alta do petróleo resulta da escassa constituição de reservas

A falta de constituição de reservas norte-americanas antes do Verão, época em que os automobilistas pegam mais nos carros, é a principal razão para a subida dos preços do petróleo, segundo a Agência Internacional da Energia (AIE).

O petróleo transaccionado em Nova Iorque atingiu um recorde nos 139,12 dólares por barril na sexta-feira, num ambiente de fortes compras despoletadas pela queda do dólar e pelas declarações de um ministro israelita sobre um possível ataque ao Irão, que é o quarto maior produtor mundial de crude. No entanto, a AIE diz que a principal razão para esta forte subida tem a ver com falta de "stocks".

"Estamos no último mês do segundo trimestre e ainda não observámos qualquer sinal de constituição de reservas, o que já deveria ter acontecido devido à aproximação dos meses de Verão", comentou à Reuters um responsável da AIE, Lawrence Eagles.

O possível ataque ao Irão também foi um factor determinante, de acordo com o mesmo responsável.

A AIE, que aconselha 27 países industrializados (entre os quais Portugal) sobre política energética, deve publicar amanhã o seu relatório mensal sobre petróleo.

Publicado 09 Junho 2008  13:37



Análise do Banco Best
Petróleo pode chegar aos 150 dólares no curto prazo


O Banco Best diz que se poderão "observar-se subidas adicionais" do petróleo, no curto prazo, "não se excluindo valores entre 140 e 150 dólares". A casa de investimento salienta que as economias emergentes vão ter um papel determinante uma vez que serão estas a ditar aumentos da procura.

Na "newsletter" de Junho do Banco Best, a casa de investimento revela que "para além dos factores estruturais conhecidos (desequilíbrio entre oferta e procura, sobretudo associado ao dinamismo das economias emergentes e ao aumento dos custos de extracção), o recente impulso nos preços deve também ser atribuído a um aumento da procura especulativa, como alternativa a investimentos em outros activos ou como defesa contra a depreciação do dólar".

Com base nesta expectativa, o Best diz que "poderão observar-se subidas adicionais no curto prazo" dos preços do petróleo, "não se excluindo valores entre 140 e 150 dólares".

Contudo, deverá verificar-se um abrandamento da procura e "um atenuar dos investimentos especulativos" o que poderá provocar "correcção dos preços, embora para um nível de 'equilíbrio' superior ao passado recente"

O Best realça que as "expectativas de evolução dos preços do petróleo para os próximos meses estão mais dependentes de factores relacionados com a procura do que com a oferta, à semelhança da maioria das matérias-primas". E é "nos países em vias de desenvolvimento que reside a esperança dum aumento significativo da procura".

Ainda na sexta-feira, o petróleo voltou a disparar e a atingir máximos históricos, superando a fasquia dos 139 dólares por barril em Nova Iorque.

Publicado 09 Junho 2008  12:21



Presidente da OPEP responsabiliza taxas europeias pela alta dos combustíveis

O presidente em exercício da OPEP, Chakib Khelil, responsabilizou hoje as elevadas taxas europeias, a crise dos Estados Unidos e a ameaça norte-americana ao Irão pela actual alta do preço dos combustíveis nos mercados internacionais.

Chakib Khelil, que também é ministro da Energia da Argélia, fez estas declarações aos jornalistas à margem dos trabalhos da II Cimeira Luso Argelina.

Segundo este responsável argelino, na reunião de 09 de Setembro próximo, a OPEP fará uma análise detalhada à situação do mercado internacional e tomará decisões "para equilibrar o sistema".

"Neste momento, parece-nos que os stocks estão a níveis aceitáveis, que não há um problema de produção, mas que se verifica uma problema - isso sim - de comercialização", sustentou.

De acordo com o presidente em exercício da OPEP, "os principais problemas colocam-se por causa da actual crise económica e financeira dos Estados Unidos -- com a consequente descida sistemática do dólar -- e a ameaça militar ao Irão, que aumentou a tensão geo-política".

"Os actuais problemas nada têm a ver com qualquer questão de oferta e procura", reforçou.

Para justificar a sua tese o ministro argelino insistiu que, durante a última semana, em que o dólar se fixou em 1,54 por euro "e em que houve estabilidade política internacional", o preço do crude nos mercados internacionais caiu dos 135 dólares para a cada dos 120.

Já sobre os elevados preços da gasolina nos mercados europeus, Chakib Khelil apontou "as fortes taxas aplicadas aos produtos petrolíferos".

"Por exemplo, na Europa, o preço final da gasolina chega a incorporar mais de 80 por cento de taxas. Na maioria dos casos, na Europa, o preço do petróleo apenas contribui em 25 por cento para o valor final dos combustíveis, que têm em média taxas na ordem dos 65 por cento", advogou o ministro argelino da Energia.

Neste contexto, Chakib Khelil sublinhou que o actual preço do petróleo "não é controlado por um só país do mundo ou pela OPEP".

"A OPEP apenas controla 40 por cento da produção mundial de petróleo. É o mercado quem decide o preço final do petróleo", acrescentou. 

Publicado 09 Junho 2008  12:37



Quedas de 3 dólares por barril
Preços do petróleo caem por investidores considerarem valores actuais como excessivos


Os preços do crude encontram-se em baixa nos mercados internacionais, dando a entender que os investidores consideram o valor de 139 dólares por barril atingido em Nova Iorque na sexta-feira como demasiado elevado, em particular depois do ministro do petróleo da Arábia Saudita ter afirmado que a subida de 11 dólares registada nesse dia é "injustificada".

Pedro Duarte

Às 13h45, o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Julho era negociado no ICE de Londres a descer 3,64 dólares para os 134,05 dólares por barril, enquanto que à mesma hora o contrato de Julho do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) era transaccionado no NYMEX de Nova Iorque a recuar 3,27 dólares para os 135,27 dólares.

Segundo afirmou à Bloomberg um especialista, "o crude saiu fora dos seus parâmetros normais na semana passada, e agora o mercado está a ser dominado por inevstidores que estão a gerir as suas posições (...) alguns vão ser forçados a cobrir posições curtas, e outros vão decidir que o risco é demasiado grande, pelo que se limitarão a realizar proveitos".

A escalada de 11,33 dólares registada na sexta-feira pelos preços do petróleo foi classificada pelo ministro saudita do petróleo Ali al-Naimi como sendo "injustificada", sendo que os preços do crude estão também a descer devido ao relatório de que as exportações de Brent aumentaram 8,6% no mês passado.

2008-06-09 14:19
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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j.f.vieira

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Segundo Gabrielli, demanda de países emergentes vai segurar o preço.
Ele confirmou teste no campo Tupi no primeiro trimestre de 2009.

Os preços do petróleo vão continuar mais caros nos próximos cinco anos devido à forte demanda de países emergentes como China e Índia, afirmou nesta terça-feira (10) o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

Gabrielli, que participa de uma reunião em Nova York, afirmou ainda que os produtores mundiais de petróleo enfrentam limitações para elevar a oferta, visando atender à crescente demanda.

Teste em Tupi
O presidente também confirmou que a estatal planeja realizar um teste de produção no campo de Tupi no primeiro trimestre de 2009. A produção inicial do campo deve ser de 20 mil a 30 mil barris por dia, de acordo com Gabrielli.

Se os testes tiverem sucesso, a produção subirá para 100 mil barris por dia na unidade de produção de Tupi, até o final de 2010.

j.f.vieira



LONDRES - O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdalla Salem el-Badri, confirmou que um grande encontro entre consumidores e nações produtoras de petróleo será realizado no dia 22 de junho na cidade portuária de Jeddah, na Arábia Saudita. Mais cedo, uma fonte havia informado à imprensa esta data. O objetivo é discutir a escalada nos preços da matéria-prima (commodity).

Por telefone, el-Bradi disse à agência de notícias Dow Jones que a lista de convidados deve incluir executivos do setor privado, entre os quais altos funcionários dos bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley e representantes de grandes petrolíferas.

Os convites serão enviados em breve a membros da Opep, ministros de Energia de países produtores, representantes das principais nações consumidoras, como o secretário de Energia dos EUA, Samuel Bodman, e Nobuo Tanaka, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE).

A inclusão do Goldman Sachs e do Morgan Stanley pode ser um sinal de que, no encontro, será discutido o crescente fluxo de recursos de fundos de investimentos para os mercados de commodities. Muitas pessoas, incluindo membros da Opep, acreditam ser essa a razão dos preços recorde do petróleo. Os dois bancos estão entre os principais negociadores de futuros de petróleo e contratos derivativos.

Mais cedo, el-Bradri disse em Londres que a próxima reunião difere de encontro realizado em abril, pois o foco será exclusivamente a alta de preços. As informações são da Dow Jones.

Broker_Invest

O Crude caiu e bem hoje fechou nos $131 a meu ver estas quedas não vão ficar por aqui, o crash do Crude deve estar eminente. Saiu uma noticia no JN que os construtoras de aviões Boeing e Airbus estão JÁ a estudar fontes de energia alternativas ao petróleo, começa-se por algum lado, e este sector é um dos maiores clientes a nível de consumo de petróleo. Já estamos num bom caminho...
Os senhores da OPEP ainda vão ter que "beber" o crude para se livrar dele, eles ainda vão dizer que os culpados dito tudo são dos especuladores dos mercados financeiros, eles estão a ficar sem solução, e qualquer dia ninguém lhes compra a materia prima "Crude". Depois não há Petrodollares para fazer exentracidades.

Aqui vai a noticia.

Os construtores de aviões como a Boeing e a Airbus estão a testar fontes de energia mais baratas. A escalada do preço do petróleo a isso obriga.



O sector da aviação comercial prevê para este ano um prejuízo de 1,47 mil milhões de euros. E os custos com combustível, em 2008, vão ascender a 113,1 mil milhões. Por isso as companhias aéreas estão empenhadas em cortar nos custos.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

zfranco

Será que o Iraque vai produzir mais barris por dia
Será que os produtores estão angariando
Será porque o petroleo está cada vez mais fundo
Será que está a ficar mais caro do que as energias alternativas
Será que essas energias são alimento e não dá
E se começar uma guerra no que é que vai ficar
Diz que deu diz que dá diz que Deus dará

(a ver se em forma de cantiga ganho 1 pontinho)

Broker_Invest

Aqui vai mais uma notícia onde se deve começar a poupar nos combustivies é no sector da Aviação, ontem ouvi no telejornal que o Aeroporto da Portela recebe todos os dias em media de 60 Camiões Cisterna com combustível, isto é que gastar!
Vou por em Bold o mais importante da notícia Fonte : JN

Lufthansa e British Airways protegem-se contra escalada dos combustíveis
(12-06-2008 - 14:03)


A Deutsche Lufthansa e a British Airways estão entre as companhias aéreas europeias que mais têm beneficiado da cobertura de risco da escalada dos preços combustíveis, isto numa altura em que as cotações do petróleo dispararam para valores recorde, próximo dos 140 dólares por barril.

De acordo com o "New York Times", a Lufthansa fez cobertura de risco sobre 83% do combustível necessário até 2008, o que lhe permitiu poupar 109 milhões de euros no último ano, evitando o impacto total da escalada dos preços dos combustíveis, dado o aumento dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

A British Airways cobriu 72% das suas necessidades de combustível durante a primeira metade do actual ano fiscal, e 60% para a segunda parte do actual exercício, de acordo com o mesmo jornal norte-americano.

A Air France-KLM, por sua vez, cobriu 78% do combustível que irá necessitar até Março de 2009 a valores entre os 70 e 80 dólares por barril de petróleo, o que permitiu à companhia aérea poupar cerca de 35 dólares por barril, revela Jean-Cyril Spinetta, "chairman" da empresa.

Além de terem feito esta cobertura de risco, as companhias aéreas europeias conseguem poupar mais do que as rivais norte-americanas, isto porque utilizam aparelhos mais recentes, tanto da Airbus como da Boeing, que consomem menos combustível, salienta o New York Times".
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

tiagodandre

Bem, a Sonangol é que não deve andar com problemas de cash, pena é que só alguns (para não dizer que só um grupinho restrito ::)), é que beneficia com a riqueza do país...

Certos Bob's têm razão quando fazem certas afirmações,...Depois vão logo os empresários desmenti-las com medo que a Sonangol não invista em Portugal, é a defesa dos mais fortes,...Fortes até quando? Será que o povo não consegue revolucionar o país? Isto é muito triste...nunca fui a Angola nem tenho laços africanos na família, mas causa indignação ver os muito ricos governantes e famílias a passear os seus belos jactos a fazer comprinhas no estrangeiro enquanto o povo morre à fome...Enfim!


Supera Nigéria
Angola passa a ser o maior produtor de petróleo africano


A Angola deverá superar a produção diária de petróleo da Nigéria, em Agosto, passando a ser o maior produtor africano.

Os carregamentos angolanos diários deverão aumentar em 1,6% em Agosto face à produção prevista em Julho deste ano o que demonstra que o país passa a ser o maior produtor petrolífero em Africa, lugar que pertencia à Nigéria, segundo a Bloomberg.

Este aumento leva a produção petrolífera angolana para cerca de 1,89 milhões de barris por dia, sendo os principais responsáveis a BP, a Total, a Chevron, Exxon Mobil e outras empresas petrolíferas.

Segundo os dados da agência noticiosa norte-americana, no mês de Maio, a produção do país deverá ter atingido os 1,91 milhões de barris. No decorrer do último ano, a produção do país aumentou 18%.

Angola passou a integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no ano passado e contribui com cerca de 1,9 milhões de barris diariamente.

A Nigéria tem sofrido ataques de rebeldes às suas plataformas petrolíferas o que levou à redução da oferta e ao encerramento de alguns campos petrolíferos.

Publicado 18 Junho 2008  10:18



Angola vai superar Nigéria como maior produtor africano de petróleo

As exportações diárias de petróleo angolano, excluíndo as do terminal 'Palanca', deverão aumentar 1,6% em Agosto, permitindo ao país superar a Nigéria como o maior produtor de crude do continente negro.

Pedro Duarte

Segundo noticia a agência Bloomberg, segundo os programas de carregamento, as petrolíferas BP, Total, Chevron e Exxon Mobil, bem como outras empresas, irão carregar em média 1,89 milhões de barris por dia em Agosto, mais 1,6% do que os 1,86 milhões de barris estimados para Julho.

A agência precisa que estes dados excluem os carregamentos do terminal 'Palanca', operado pela Total, e para o qual não está disponível um calendário de carregamentos.

Deste modo, e excluíndo as exportações do 'Palanca', serão carregadas em Agosto um total de 61 cargas de petróleo, no total de 58,6 milhões de barris, contra 60 cargas de 57,6 milhões de barris em Julho. De notar que o terminal de Palanca normalmente carrega duas ou três cargas de 985 000.

Angola, que se juntou à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no ano passado, recebeu como objectivo conseguir uma produção diária de 1,9 milhões de barris, tendo a produção angolana aumentado 18% no ano passado para os 1,61 milhões de barris, segundo a Agência Internacional de Energia.

A agência Bloomberg estima que Angola tenha produzido 1,91 milhões de barris em Maio, enquanto que a Nigéria, cuja produção tem sido afectada por constantes ataques de revoltosos aos seus oleodutos e plataformas, produziu 1,9 milhões de barris no mesmo mês.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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tiagodandre

IEA quer aumento imediato da produção petrolífera para "acalmar" mercados

A Agência Internacional de Energia (IEA) está a procurar conseguir que os produtores de petróleo decidam um aumento imediato das suas produções, aquando da cimeira produtores-consumidores que terá lugar este fim de semana na Arábia Saudita, de modo a "acalmar os mercados" depois dos preços do petróleo terem atingido esta semana novos recordes históricos.

Pedro Duarte

Segundo afirmou hoje o economista chefe da IEA, Faith Birol, citado pela agência Bloomberg, "a principal mensagem [que iremos transmitir] é a de que será muito bom se virmos já um aumento da procução".

Este responsável adiantou que os produtores de petróleo deverão acordar também em "aumentarem a sua capacidade de reserva nos próximos anos. Isso é o que os mercados precisam de ouvir".

A Arábia Saudita está a organizar para o dia 22 uma cimeira entre os países consumidores e as companhias petrolíferas, de modo a debater como poderão ser estabilizados os preços do petróleo. O próprio país irá aumentar a sua produção em 200 000 barris por dia a partir do mês que vem, segundo terá afirmado ao secretário-geral da ONU o Rei Abdullah.

Para Birol, "é difícil determinar exactamente em quanto é que a produção deve ser aumentada, mas para acalmar os mercados, quanto mais, melhor".

Os preços do crude quase duplicaram nos últimos doze meses e atingiram novos recordes nos 139,89 dólares (Nova Iorque) e 139,32 dólares (Londres) na semana passada, tendo a OPEP rejeitado no passado apelos ao aumento da sua produção, argumentando que os preços elevados são o resultado da desvalorização do dólar norte-americano e de tensões políticas, e não de uma escassez da procura.

Energia 2008-06-18 12:59



AIE pede aumento da produção imediato para acalmar os mercados

A poucos dias da cimeira de Jeddah, que vai reunir consumidores e produtores de petróleo, a Agência Internacional de Energia (AIE) espera que seja anunciado um aumento da produção imediato para acalmar os mercados.

"Um aumento da produção imediato seria a principal mensagem desta cimeira", afirmou Fatih Birol, economista chefe da AIE, em entrevista. "Os países produtores de petróleo deveriam ainda anunciar um aumento da capacidade produzida durante os próximos anos. Isto é o que os mercados querem ouvir", acrescentou Birol.

A Arábia Saudita recebe, este fim-de-semana na cidade de Jeddah, os consumidores e produtores de petróleo para discutir a recente subida dos preços da matéria-prima e procurar soluções para estabilizar o mercado.

"É difícil saber qual o aumento de produção necessário para estabilizar os mercados, mais quanto mais melhor", defendeu Birol.

Os preços do petróleo duplicaram no último ano e, na passada segunda-feira, atingiram o valor mais elevado de sempre ao negociar nos 139,89 dólares por barril.

Publicado 18 Junho 2008  12:31
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