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O Petróleo, o Dolar vs Euro, os mercados emergentes e as renováveis!...

Iniciado por tiagodandre, Maio 21, 2008, 15:12

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tiagodandre

LOL....olha a caça à multa!!! ::) ::) :D


EUA / Combustíveis 
Multas mais caras nos EUA para financiar a gasolina da polícia


Alguns municípios dos Estados Unidos começaram a aplicar uma taxa suplementar nas multas por excesso de velocidade para financiar o combustível das patrulhas da polícia, numa altura em que os preços de petróleo não param de aumentar.

Diario Económico Online com Lusa

A cidade de Holly Springs, nos arredores de Atlanta, inaugurou o método e aplicará a partir de 1 de Julho uma taxa suplementar de 12 dólares nas multas por infracção ao código da estrada, o que permitirá arrecadar 20 mil dólares.

"É uma ideia criativa do nosso chefe da polícia. O objectivo é compensar a alta do preço da gasolina", indicou Holly CothranDrake, porta-voz deste município que recebia hoje pedidos de informação de várias cidades norte-americanas que querem fazer o mesmo.

Além disso, a cidade de Atlanta também aprovou um estudo para determinar a eficácia de uma medida semelhante que acrescentará mais 15 dólares às multas.

"O preço da gasolina atinge enormemente as nossas capacidades de patrulha da polícia", reconheceu Clarence Martin, o conselheiro municipal de Atlanta que propôs a medida.

Nos últimos cinco meses, a gasolina nos Estados Unidos aumentou 25%, custando agora 4,07 dólares o galão (3,78 litros).

2008-06-19 08:48
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Expectativas de redução da procura levam petróleo a cair mais de 1%

Os preços do petróleo seguiam a negociar em queda, tendo já perdido mais de 2% quer em Londres quer em Nova Iorque, devido ao aumento das expectativas de que a procura vai diminuir na China.

O West Texas Intermediate (WTI) seguia a cair 1,89% para os 134,04 dólares por barril em Nova Iorque, e em Londres o "Brent" do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, negociava nos 134 dólares por barril ao perder 1,79%.

O petróleo inverteu a tendência de ganhos em que negociou durante a manhã depois de ter sido divulgado que a China vai proceder a um aumento dos preços dos combustíveis no país. Este dado levou os investidores a acreditarem que a procura petrolífera vai diminuir, o que está a pressionar os contractos petrolíferos.

Após a divulgação deste dado as cotações petrolíferas já negociaram a perder quase 2,5% no mercado londrino e em Nova Iorque.

"O anuncio do aumento dos preços de combustíveis chineses levou o mercado" a cair de forma "acentuada" afirmou Michael Fitzpatrick da MF Global, citado pela Bloomberg.

Fitzpatrick acrescentou ainda que o aumento dos preços na China "deverá ter um forte impacto na procura".

Publicado 19 Junho 2008  15:33


O último & único trunfo.... ::)
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Broker_Invest

Boas noticias, até isto não está assim tão negro como pintam vamos ser paciêntes e esperar por melhores dias.

Fonte JN

Indicadores económicos americanos sobem em Maio
(19-06-2008 - 15:30)


Os indicadores económicos nos EUA subiram de forma inesperada no mês de Maio pelo segundo mês consecutivo, o que poderá significar que a economia do país não vai estagnar.

O índice avançou 0,1%, o mesmo valor registado em Abril, quando os economistas esperavam que se mantivesse inalterado, segundo a Bloomberg.

Estes dados poderão significar que apesar da economia norte-americana estar a abrandar não deverá estagnar. Ainda assim espera-se que a despesa dos consumidores, que representa a maior parte da economia dos EUA, deverá abrandar.

"A economia está a curvar-se, mas não está a partir-se" afirmou Ryan Sweet economista da Moody´s Economy, citado pela agência noticiosa norte-americana.

Não há mal que perdure e bem que dure sempre

Broker_Invest

Mais uma boa noticia. :)


Fonte JN

Expectativas de redução da procura levam petróleo a cair mais de 1%
(19-06-2008 - 16:10)


Os preços do petróleo seguiam a negociar em queda, tendo já perdido mais de 2% quer em Londres quer em Nova Iorque, devido ao aumento das expectativas de que a procura vai diminuir na China.

O West Texas Intermediate (WTI) seguia a cair 1,89% para os 134,04 dólares por barril em Nova Iorque, e em Londres o "Brent" do mar do norte, que serve de referência à economia portuguesa, negociava nos 134 dólares por barril ao perder 1,79%.

O petróleo inverteu a tendência de ganhos em que negociou durante a manhã depois de ter sido divulgado que a China vai proceder a um aumento dos preços dos combustíveis no país. Este dado levou os investidores a acreditarem que a procura petrolífera vai diminuir, o que está a pressionar os contractos petrolíferos.

Após a divulgação deste dado as cotações petrolíferas já negociaram a perder quase 2,5% no mercado londrino e em Nova Iorque.

"O anuncio do aumento dos preços de combustíveis chineses levou o mercado" a cair de forma "acentuada" afirmou Michael Fitzpatrick da MF Global citado pela Bloomberg.

Fitzpatrick acrescentou ainda que o aumento dos preços na China "deverá ter um forte impacto na procura".
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

tiagodandre

::) ::) ::)


DJ PETRÓLEO: Brent ICE Aumenta $2 Após Cimeira Saudita

LONDRES (DJ Bolsa)- Os contratos futuros de petróleo seguem em rota ascendente nos primeiros minutos das transacções europeias, após a cimeira petrolífera desta fim-de-semana na Arábia Saudita não ter tido um efeito de arrefecimento dos preços.

"O debate em torno dos 'elevados' preços do petróleo não é menos transparente hoje do que era na sexta-feira. Tememos que o facto de os sauditas não terem dado uma razão ao mercado para vender seja interpretado como uma razão para comprar", diz Stephen Schork, editor da newsletter Schork Energy.

Há momentos, os contratos de Brent para entrega em Agosto seguiam a subir $2,21 para $137,07 por barril.

Já o crude Nymex ganha $1,97 para os $137,33 por barril.

Produzido para a Dow Jones Newswires pela Webtexto (+351 21 340 45 68) (EDC)

June 23, 2008 05:07 ET (09:07 GMT)



Acima dos 136 dólares
Petróleo sobe indiferente ao aumento da produção anunciado pela da Arábia Saudita


Os preços do petróleo negoceiam em alta, acima dos 136 dólares, isto apesar de a Arábia Saudita ter anunciado este fim de semana que vai aumentar a produção pelo terceiro mês consecutivo em Julho, uma iniciativa que foi criticada pela OPEP, que considera que a escalada da matéria-prima se deve a especulação.

Mafalda Aguilar

Às 09h17, o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Julho era negociado no ICE de Londres a crescer 1,61 dólares para os 136,47 dólares. À mesma hora, o contrato de Julho do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) era transaccionado no NYMEX de Nova Iorque a subir 1,75 dólares para os 136,37 dólares.

O Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo, anunciou este fim de semana que vai subir a produção em 200 mil barris por dia para 9,7 mil barris diários no próximo mês de Julho, o que a verificar-se constituirá o terceiro aumento mensal consecutivo.

A iniciativa não mereceu o apoio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que considera que a escalada dos preços do 'ouro negro' se devem a investidores especuladores e não a um problema de oferta.

2008-06-23 09:34



DJ MARKET TALK: Crude Abaixo $100/barril no Final 08 -Dresdner

[DJ Bolsa]- Os preços do crude deverão cair abaixo dos $100 por barril no final de 08, defende Dresdner Kleinwort. "Acreditamos que é claro que petróleo a $130-$140 por barril está a demonstrar-se um nível que obriga a medidas políticas específicas para reduzir a procura e aumentar o fornecimento", diz o banco. A revisão reflecte a importância da OPEP no mercado, e confirma a intenção da Arábia Saudita de "forçar a diminuição dos preços". Brent ICE +1,29 nos $136,16 por barril, Nymex +$1,23 nos $136,59 por barril.

Produzido para a Dow Jones Newswires pela Webtexto (+351 21 340 45 68) (EDC)

June 23, 2008 06:44 ET (10:44 GMT)



"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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tiagodandre

ui.... ::)

Especuladores responsabilizados pela escalada do petróleo

Os especuladores tomaram conta do mercado de futuros de petróleo. Em Janeiro de 2000, os investidores financeiros controlavam 37% dos contratos de compra do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência dos EUA que é transaccionado em Nova Iorque.

O resto do mercado estava por conta das empresas que faziam cobertura de risco contra os custos do combustível, como as refinarias e companhias aéreas. Mas este 'equilíbrio de forças' alterou-se: em Abril deste ano, os especuladores já detinham 71% dos contratos do WTI, revelou ontem nos EUA a Comissão de Negociação de Futuros sobre Matérias-Primas (CFTC).

Publicado 24 Junho 2008  01:01



Fórum Administradores de Empresas e MIT discutem a energia no futuro

O Fórum de Administradores de Empresas (FAE) e o MIT-Portugal vão debater no próximo dia 27 de Junho o impacto das energias alternativas nas economias do futuro, assim como a "escala e infra-estrutura dos investimentos necessários para fazer face à crescente procura e as oportunidades para a criação de novos negócios".

O encontro, que se realizará no museu da electricidade, contará com a presença de Ana Maria Fernandes, Ferreira de Oliveira, (CEOs da EDP Renováveis e da Galp Energia, respectivamente), além de António Pontes, CEO da Martifer Energy, Vianney Vales (CEO da SGC Energia), Carlos Zorrinho, responsável pelo Plano Tecnológico, e ainda o representante do MIT Portugal para a área de sistemas sustentáveis de energia, Eduardo Fernandes.

No encontro marcarão ainda presença "dois dos maiores especialistas do MIT" sobre sistemas energéticos do futuro, Gregory J. McRae e Stephen Connors.

Segundo nota da organização do evento, "o FAE e MIT-Portugal organizam esta conferência com o objectivo de abordar temas prementes que deverão orientar o debate das políticas energéticas do futuro", sendo que "será ainda abordado o impacto dos combustíveis em comparação ao de soluções de energia alternativas (...), como a produção de bio-combustíveis". (Estes não servem.... ::))

Este encontro surge enquadrado no ciclo de conferências "Pensar o Futuro" organizado com o apoio da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Associação Industrial Portuguesa (AIP) e a Associação para o Desenvolvimento de Engenharia, sob o patrocínio da Fundação EDP.

Publicado 24 Junho 2008  14:56
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Antes de iniciar reunião com a União Europeia

Presidente da OPEP avisa que os preços do petróleo não vão baixar
Os preços do petróleo "não vão baixar" e a OPEP "já fez o que pode", disse o presidente do cartel, Chakib Khelil, citado pela Lusa.

Diario Económico Online com Lusa

Antes de iniciar em Bruxelas uma reunião com a União Europeia (UE), Chakib Khelil disse que "a OPEP já fez o que pode fazer e os preços não vão baixar".

Na mesma ocasião, o secretário-geral da organização Abdallah el-Badri, reiterou que a Organização não pretende aumentar a produção.

O comissário europeu para a Energia, Andris Piebalgs indicou no entanto que a UE renovaria o pedido de um aumento da produção de petróleo. "Não há razão para manter tectos de produção", comentou, afirmando que a especulação nos mercados não desempenhava "um papel importante" na subida dos preços.

2008-06-24 09:50



Acima dos 137 dólares
Petróleo sobe com receios de que aumento da produção saudita não compense falhas na Nigéria


Os preços do crude encontram-se em alta nos mercados internacionais, acima dos 137 dólares, impulsionado pelos receios de que o aumento de produção anunciado pela Arábia Saudita não seja suficiente para compensar os distúrbios ocorridos na Nigéria.

Rita Paz

Deste modo, às 11h12 o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Agosto era negociado no ICE de Londres a avançar 1,21 dólares para os 137,12 dólares, enquanto que à mesma hora o contrato de Agosto do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) era transaccionado no NYMEX de Nova Iorque a subir 0,85 dólares para os 137,59 dólares.

Os especialistas notam que os ataques a uma plataforma petrolífera da Royal Dutch Shell na Nigéria, bem como a um oleoduto neste país durante a semana passada levaram a um corte da produção na ordem dos 300 000 barris por dia. Em adição, os trabalhadores nigerianos da Chevron iniciaram uma greve contra a empresa. Combinados, estes acontecimentos superam de longe o aumento de produção da Arábia Saudita, que é de apenas 200 000 barris por dia.

2008-06-24 11:25



UE precisa de política única para fazer face à OPEP

A falta de uma política única energética fragiliza a Europa na relação com a OPEP, considerou hoje a economista americana Laura Randall, no dia em que os responsáveis comunitários se encontram em Bruxelas com o cartel petrolífero.

Diario Económico Online

"Se a União Europeia (UE) não encontrar uma política única no que toca ao petróleo ou às alternativas disponíveis, será difícil manter uma boa relação [com a OPEP]", disse à agência Lusa a académica, autora de vários livros sobre política económica dos países produtores de petróleo da América Latina e professora de Economia no City College e no Hunter College de Nova Iorque.

Com o preço do petróleo a aumentar continuamente e a atingir hoje os 138 dólares depois de já ter subido a máximos históricos próximos dos 140 dólares, a UE pediu hoje à OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo para aumentar a produção petrolífera, com Bruxelas a esperar que o aumento da oferta reduza o preço petrolífero.

"Não há razão para manter tectos de produção", disse o comissário europeu para a Energia, Andris Piebalgs à entrada do encontro em Bruxelas, com Chakib Khelil, presidente da Opep, a garantir que os preços do petróleo "não vão baixar" e que o cartel "já fez o que pode".

É neste cenário de demasiada procura para pouca oferta que Laura Randall defendeu em entrevista à agência Lusa a alteração do modelo energético europeu e adivinhou um futuro complicado para os europeus.

"A alternativa é continuar a apostar no desenvolvimento dos substitutos do petróleo", assegura. "A Europa já está a trabalhar nesse sentido. Além da energia atómica e da energia eólica, as taxas sobre os derivados do petróleo são já superiores às praticadas nos Estados Unidos. É uma boa medida para desincentivar o consumo", conclui.
 
Petróleo 2008-06-24 15:22

Ah poixx..... ::)
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Em 2009
Kuwait vai aumentar produção petrolífera


O ministro do Petróleo do Kuwait afirmou que o país vai aumentar a sua produção petrolífera no decorrer do próximo ano.

Mohammed al-Olaim, ministro do Petróleo do Kuwait, afirmou perante os jornalistas que a capacidade petrolífera do país vai ser aumentada em 300 mil barris por dia para o meio do ano de 2009, de acordo com a Bloomberg.

O Kuwait é o quarto maior produtor petrolífero da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Publicado 25 Junho 2008  11:07



Presidente da LME considera imprudente limitar a especulação nas commodities

Martin Abbott, presidente executivo da London Metal Exchange (LME), considera "imprudente" que os governos tentem limitar a participação nos mercados das "commodities" e a especulação, isto porque, os actuais preços têm por base a "lei" da oferta e da procura.

O aumento da procura por parte dos mercados emergentes e a falta de investimentos por parte dos principais fornecedores das mais variadas matérias-primas criaram uma "alteração estrutural" nos mercados das "commodities", contribuindo para a escalada dos preços, afirmou Abbott, numa entrevista em Nova Iorque, citada pela Bloomberg.

O responsável salientou que o aumento da regulação, nestes mercados, para limitar a especulação não irá fazer baixar os preços. O CEO da LME considera mesmo que poderá dificultar o papel dos mercados na definição dos preços, pelo que afirma: "seria imprudente que algum governo tentasse sufocar a participação nos mercados".

Este ano, tem sido farto em recordes nas matérias-primas, nomeadamente alimentares, mas também no petróleo e nos metais. As fortes subidas das "commodities" levaram vários responsáveis, como o senador norte-americano Joseph Lieberman, a sugerir que é necessário uma maior regulação para limitar o papel dos especuladores nos mercados.

Publicado 25 Junho 2008  10:55



A. F. Alhajji
De que forma é que o dólar fraco influencia os preços do petróleo?
(Opinião)

Os elevados preços do petróleo suscitam inúmeros comentários angustiados um pouco por todo o mundo. Mas se os líderes e decisores políticos querem que as cotações do crude desçam, terão de promover políticas que fortaleçam o dólar.


As implicações da fixação do preço do petróleo numa única moeda são muito maiores do que aquilo que a maioria das pessoas pensa. A título de exemplo, alguns países produtores de petróleo pedem aos seus clientes para serem pagos em euros, mas isso não significa que o preço esteja fixado em euros. E mesmo que os preços deixassem de ser estabelecidos em dólares e passassem a ser fixados em euros, o impacto de se fixar os preços do "crude" numa única moeda seria o mesmo para o mercado petrolífero.

Apesar de as nações exportadoras de petróleo encaixarem as suas receitas em dólares (ou o seu equivalente em euros), utilizam outras moedas para importarem bens e serviços de vários países. Qualquer variação na taxa cambial do dólar influencia o poder de compra dessas nações e, consequentemente, as suas receitas reais.

Da mesma forma, as petrolíferas internacionais vendem a maior parte do seu petróleo em dólares, mas operam em muitos países e pagam parte dos seus custos nas moedas locais. Consequentemente, qualquer variação no valor do dólar influencia a sua estrutura de custos e rentabilidade, afectando assim o reinvestimento nas áreas da exploração, desenvolvimento e manutenção.

A relação entre o valor do dólar e os preços do petróleo é bastante complexa. Apesar de se alimentarem mutuamente, produzindo um ciclo vicioso, a sua relação de curto prazo é diferente da de longo prazo.

No curto prazo, a depreciação do dólar não afecta a oferta e a procura, mas influencia os movimentos especulativos e o investimento nos mercados de futuros do petróleo. À medida que o dólar se vai desvalorizando, as matérias-primas – incluindo o petróleo – vão atraindo cada vez mais os investidores. Investir no mercado de futuros torna-se, simultaneamente, uma cobertura contra um dólar mais fraco e um veículo de investimento que poderá gerar elevados lucros, especialmente num clima de menor capacidade extra de produção de "crude", de aumento da procura, de corte das taxas de juro, de deterioração do mercado imobiliário e de crise no sector bancário.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) poderá ter razão ao apontar as políticas norte-americanas e os especuladores como os culpados pela subida dos preços. Também é verdade que se a OPEP tivesse excesso de capacidade, já teria recorrido a essa via para afastar os especuladores e reduzir os preços do petróleo. A OPEP pode recuperar o controlo de uma de duas maneiras: servir-se da sua "pretensa" capacidade extra de produção para afastar os especuladores ou recorrer aos seus excendentes financeiros para levar a melhor sobre eles. Recorrer à segunda opção significa que, mesmo não dispondo de capacidade extra, poderá continuar no comando.

No entanto, no longo prazo, a análise estatística de algumas variáveis da indústria petrolífera mostra que um dólar enfraquecido tem consequências sobre a oferta, uma vez que reduz a produção, quer o petróleo pertença a - ou seja produzido por - petrolíferas nacionais ou internacionais. Um dólar fraco influencia igualmente a procura, dado que provoca um aumento do consumo. O resultado da diminuição da oferta e do aumento da procura é a subida dos preços.

A fraqueza do dólar também diminui o poder de compra dos exportadores de petróleo. Se os preços nominais do petróleo se mantiverem constantes enquanto o dólar vai cedendo terreno, as receitas reais das nações produtoras de "crude" diminuem, o que tem como consequência o menor investimento em capacidade adicional e manutenção. O mesmo acontece com as petrolíferas. E, desta forma, os preços do petróleo aumentam.

Com efeito, como os preços do petróleo estiveram a subir enquanto o dólar desvalorizava, o aumento de capacidade por parte das petrolíferas ficou aquém das previsões em termos de produção dos países não-membros da OPEP nos últimos três anos. Nem sequer a produção de petróleo nos Estados Unidos conseguiu estar em linha com a subida dos preços do "crude", uma vez que o aumento dos custos de importação de material e equipamento – em parte reflectindo a fraqueza do dólar e outros factores – obrigou ao adiamento e cancelamento de projectos.

Naturalmente, um dólar mais fraco significa petróleo mais barato na Europa, Ásia e todos os países cujas moedas estejam a valorizar. As cotações do "crude" atingiram recordes nos Estados Unidos em 2004 e em 2005, mas não na Europa, o que explica, em parte, o porquê de o crescimento económico não ter sido afectado no Velho Continente. Quando os norte-americanos estavam a pagar 120 dólares por barril, os europeus só pagavam cerca de 76 dólares por barril.

Nos últimos anos, vários factores evitaram que os elevados preços do petróleo afectassem a procura de produtos petrolíferos nos EUA, tais como o aumento das despesas governamentais, as baixas taxas de juro, a redução de impostos e o aumento dos rendimentos reais. A fraqueza do dólar obrigou as famílias norte-americanas a passarem as suas férias nos Estados Unidos em vez de viajarem para a Europa. No entanto, como muitos norte-americanos utilizam nas suas férias veículos que consomem bastante combustível, a procura de gasolina continuou a ser elevada.

A menos que – e até que – os padrões de consumo nos EUA mudem ou que uma retoma do dólar faça aumentar a produção de petróleo, os norte-americanos continuarão a sofrer o embate da fixação dos preços do "crude" numa única moeda.

Publicado 25 Junho 2008  14:02
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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tiagodandre

Deutsche Bank alerta
Economia mundial pode entrar em colapso caso o petróleo atinja os 200 dólares


A economia mundial poderá entrar em colapso caso o barril do petróleo atinja os 200 dólares, alertou o Deutsche Bank hoje.

"O petróleo nos 200 dólares poderá quebrar a economia mundial" afirmou o economista-chefe para a área de energia do maior banco alemão, Adam Sieminski, citado pela Bloomberg.

"O próximo passo, depois dos 200 dólares, será a recessão económica global e más notícias para toda a gente", adiantou.

Estas declarações surgem depois de algumas casas de investimento, como a Goldman Sachs, terem admitido que o preço do petróleo pode subir para valores entre os 150 e os 200 dólares dentro de dois anos. (E porque será?...Como já disse...)

O barril de petróleo está hoje a negociar em torno dos 137 dólares por barril em Nova Iorque e abaixo dos 136 dólares em Londres. Desde o início deste ano, o barril de petróleo já valorizou mais de 40% nos dois mercados.

Publicado 25 Junho 2008  14:44


Oil at $130 -- partly due to Goldman Sachs betting on $200 oil?
http://www.bloggingstocks.com/2008/05/21/oil-at-130-partly-due-to-goldman-sachs-betting-on-200-oil/

Digamos que é apenas o maior player neste mercado... ::)


Are Pension Funds Fueling High Oil?
http://www.spiegel.de/international/business/0,1518,554488,00.html


Cump.


PS: A nota verde já estabilizou (Cortes pela Fed..."finito"), e a China está a arrefer a procura...que fundamentais temos nós? ::)
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"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Broker_Invest

Obrigado Sr. Presidente da OPEP por ter subido mais uns Dollares no valor do Petroleo e ainda dizem que nada tem haver com esta escalada de preços, e mesmo falta de descaramento. >:(

Fonte JN

Petróleo sobe mais de 3% após declarações do presidente da OPEP
O preço do petróleo avançou mais de 3% após o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo ter afirmado que a matéria-prima pode chegar aos 170 dólares por barril já este verão e a Líbia a ter ameaçado reduzir a produção.

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Ana Luísa Marques
[email protected]
Carla Pedro
[email protected]


O preço do petróleo avançou mais de 3% após o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo ter afirmado que a matéria-prima pode chegar aos 170 dólares por barril já este verão e a Líbia a ter ameaçado reduzir a produção.


Após as declarações de Chakib Khelil, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, valorizou 3,27% para os 138,95 dólares, enquanto o barril de "brent" ganhou 3,12% para os 138,52 dólares. Nesta altura, o WTI sobe 2,73% para os 138,22 dólares e o "brent" avança 2,50% para os 137,69 dólares.

O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Chakib Khelil afirmou, em entrevista ao canal televisivo "France 24", que o crude pode atingir os 170 dólares por barril este Verão.

Se o Banco Central Europeu decidir subir os juros em Julho, poderá contribuir para a queda do dólar face ao euro e levar os investidores a comprarem mais petróleo, afirmou Khelil, citado pela Bloomberg.


Entretanto, a Líbia, o terceiro maior produtor de África, afirmou que pode reduzir a produção de petróleo e justificou esta decisão dizendo que o mercado tem excesso de oferta.

O país referiu ainda que esta decisão é uma reposta às ameaças e intimidações que a OPEP tem sido alvo, justificou o presidente da petrolífera nacional, Shokri Ghanem. "Temos que proteger os nossos interesses", avançou.

A Arábia Saudita, maior produtor da OPEP, prevê aumentar a produção de petróleo pelo terceiro mês consecutivo para travar a escalada dos preços do petróleo.

Não há mal que perdure e bem que dure sempre

tiagodandre

Com queda do dólar e declarações da OPEP e da Líbia
Petróleo toca pela primeira vez nos 140 dólares


Os preços do petróleo atingiram novos recordes acima dos 140 dólares, com os investidores a comprarem matérias-primas como protecção contra o dólar fraco, e numa altura em que a Líbia ameaça cortar a produção, e depois de o presidente da OPEP ter afirmado que os preços poderão subir até aos 170 dólares durante o Verão.

Assim, às 19h17, o contrato de Agosto do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) era negociado no NYMEX de Nova Iorque a crescer 5,18 dólares para os 139,73 dólares., depois de ter tocado nos 140,05 dólares, um novo máximo de sempre.

À mesma hora, o barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Agosto era transaccionado no ICE de Londres a subir 4,02 dólares para os 138,35 dólares, após ter alcançado um novo recorde nos 140,38 dólares.

Os preços do petróleo mais do que duplicaram no último ano, animados com a depreciação do dólar contra o euro.

A moeda norte-americana segue em queda face ao euro, depois de a Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos não ter sinalizado uma subida das taxas de juro no imediato.

Os peritos apontam as afirmações do presidente da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), Chakib Khelil, de que os preços do crude poderão subir consideravelmente no Verão para os 170 dólares por barril. ::) :-X

A contribuir para a subida do petróleo estão ainda as declarações do presidente da petrolífera estatal da Líbia de que o País pode reduzir a produção, justificando que o mercado está bem abastecido e em retaliação ao que diz serem pressões dos EUA sobre a OPEP.

"O presidente da OPEP disse que os preços podem subir até aos 170 dólares, ao mesmo tempo que a Líbia disse que pode cortar a produção, e isso levou ao aumento das ordens de compra, num mercado que já estava em alta por causa da fraqueza do dólar. Depois, os investidores começaram a acumular ordens de compra porque temem estar a perder algo", disse à Bloomberg o presidente da empresa Ritterbusch & Associates. ::)

Outro especialista notou que "não há razões para os preços subirem 4 dólares em 10 minutos. As coisas estão muito voláteis, e agora a preocupação é de que o Banco Central Europeu possa subir os juros, o que seria o mesmo que um novo corte dos juros por parte da Reserva Federal dos EUA" em termos de efeito no câmbio do dólar.

2008-06-26 19:48



400 dólares em caso de conflito no Irão
Presidente da OPEP vê petróleo nos 170 dólares este Verão


O crude poderá atingir 170 dólares por barril este Verão, afirmou o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Chakib Khelil, em entrevista ao canal televisivo "France 24".

Se o Banco Central Europeu decidir subir os juros em Julho, poderá contribuir para a queda do dólar face ao euro e levar os investidores a comprarem mais petróleo, afirmou Khelil, citado pela Bloomberg.

As ameaças contra o Irão também poderão sustentar os preços nos próximos meses, acrescentou aquele responsável. Segundo Khelil, uma crise política que levasse à suspensão da produção petrolífera iraniana elevaria os preços para os 200 dólares por barril e possivelmente até mesmo para os 400 dólares. ::) ::) (Epá...e porque não 600$!!???)

A confirmar estas previsões altistas está o mais recente "Outlook" do BNP Paribas para as matérias-primas. Segundo os analistas do BNP, o crude continuará a subir em Julho, Agosto e Setembro, por força do aumento da procura face à oferta, especialmente por parte da China, e também devido às suspensões de produção na atribulada Nigéria. O preço do petróleo não vai descer antes do último trimestre do ano, prevêem os analistas do BNP.

De acordo com a análise do BNP, o crescimento da procura de petróleo continuará a ser sólido nos meses de Verão e o crude só começará a enfrentar um risco de queda no quarto trimestre de 2008 e no primeiro trimestre de 2009. Segundo as previsões do banco francês, o preço médio do West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, será de 141,30 dólares por barril no trimestre que vai agora começar. Para os últimos três meses do ano, os analistas do BNP projectam uma cotação média de 131 dólares. Em relação à globalidade do ano, não contam com um preço médio abaixo dos 124 dólares.

O Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, seguirá as pisadas do seu congénere norte-americano e deverá, segundo as estimativas do BNP, fixar-se numa média de 139,90 e 130 dólares por barril nos terceiro e quarto trimestres deste ano.

Descida no quarto trimestre?

Só a partir do quarto trimestre é que o BNP prevê um reforço da oferta de petróleo por parte dos produtores não-membros da OPEP, altura em que o "ouro negro" poderá por fim começar a ceder terreno.

O presidente da OPEP partilha desta visão, tendo dito ao "France 24" que os preços poderão aligeirar no final do ano.

Entretanto, o Deutsche Bank referia ontem que se o preço do petróleo chegar aos 200 dólares por barril, a economia mundial entra em recessão.

"Os receios em torno de potenciais conflitos geopolíticos continuam a sustentar os mercados", disse por sua vez um analista da Sucden, Nimit Kahamar, ao "StraitsTimes".

Os preços do petróleo seguiam hoje a subir nos mercados internacionais, impulsionados pelos riscos de perturbações nas nações produtoras e pela fragilidade da nota verde. Na sessão de ontem chegaram a cair mais de 3% devido ao diminuir de receios face às reservas norte-americanas de crude.

O West Texas Intermediate (WTI) seguia a valorizar 0,87% no mercado nova-iorquino, para os 135,72 dólares por barril, depois de no dia 16 ter atingido um máximo histórico de 139,89 dólares.

Em Londres, o "brent" do Mar do Norte ganhava 0,57% para os 135,09 dólares.

Publicado 26 Junho 2008  14:01



Lula da Silva
Reservas petrolíferas brasileiras deverão triplicar


O Presidente da República do Brasil, Lula da Silva, anunciou que as reservas petrolíferas do país deverão, pelo menos, triplicar com as explorações de novas áreas petrolíferas. Lula da Silva acrescentou que não quer fazer parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Lula da Silva avançou que, com as explorações petrolíferas do país, que incluem o Western Hemisphere, a maior descoberta desde 1976, as reservas vão pelo menos triplicar, de acordo com a Bloomberg.

As reservas do Brasil que actualmente correspondem a cerca de 12,6 mil milhões de barris, se triplicassem levariam o país a estar entre as 10 nações com maior oferta de petróleo, ocupando o lugar da Nigéria e aproximando-se do Kasaquistão, de acordo com as estimativas da BP.

Lula da Silva acrescentou ainda que não pretende fazer parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) uma vez que quer o país focado numa produção a nível nacional.

"Isto é muito promissor para o Brasil" afirmou o presidente, citado pela agência noticiosa norte-americana, acrescentando que "temos de conseguir tirar vantagem deste petróleo para desenvolver o país."

A Galp Energia detém uma parceria com a Petrobras, sua congénere brasileira, estando presente em alguns poços petrolíferos no Brasil.

Publicado 26 Junho 2008  18:46


Epá...quantas notas de research/estudos/análises,....sairam nestes últimos meses sobre o preço do petróleo??!! Que lindo que isto anda... ::) Não me admirava nada se a Goldman Sachs viesse outra vez dizer: Afinal não são 200$ mas sim 500$!!! :-X Existe muita procura sim senhora, mas para investimento!!...não para utilização real, 2/3 do mercado já é movido para especulação! Enfim!...

Cump. e BN.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

BEIRA

Concordo inteiramente.
As minhas medidas para acabar com a subida do petróleo, não passa pelo recurso a energias alternativas, mas por medidas prisionais para o Srs. da Goldman Sachs e acólitos jornalistas da profecia da desgraça!
Em todas as profissões temos que ser rigorosos e há muito jornalista a fazer um péssimo trabalho de sensionalismo.
Petróleo a 200$ não, a 500$ ou mais!...Francamente é infelizmente a sociedade que temos!
Só mais uma nota: enquanto não se convencerem que tem que haver medidas reguladoras que impeçam a especulação vamos todos parar à miséria.
(Eu só estou a perder 50% do investimento...nem sei se hei-de  ;D ou  :'( perante o que está a acontecer)

tiagodandre

Entrevista completa:
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/354257


Manuel Ferreira de Oliveira, presidente da Galp Energia
"O petróleo devia estar a 70 dólares"


A Galp diz-se injustiçada com o teor das acusações que lhe são feitas por causa dos sucessivos aumentos no preço de venda dos combustíveis.
Anabela Campos, J. F. Palma-Ferreira e Nicolau Santos
Sábado, 28 de Jun de 2008


O presidente da empresa, Manuel Ferreira de Oliveira, reage: "não gosto nem admito que nos chamem mentirosos, ladrões e vigaristas". E considera que "têm sido escritas muitas coisas erradas sobre a Galp". À margem da entrevista, conta uma situação desagradável que não queria ver repetida. "O presidente do nosso Conselho Fiscal, o professor Daniel Bessa, meteu-se num táxi e depois de ter dito que queria ir à sede da Galp, ouviu o seguinte comentário do taxista: então vai à casa desses ladrões que nos estão a ir ao bolso todos os dias? Isso chocou-me muito". Ferreira de Oliveira diz que é urgente explicar aos consumidores a razão pela qual as cotações do petróleo não param de subir.


Numa altura em que os preços dos combustíveis aumentam em todos os mercados, as petrolíferas parecem ganhar ainda mais dinheiro com essa situação. Como se explica este quadro? 
As petrolíferas que operam na cadeira de valor completa do petróleo e do gás actuam têm três áreas com rentabilidades diferentes. Na pesquisa de recursos de petróleo e gás e na sua produção. Na área da refinação de crude. E na área da distribuição dos produtos refinados.

Qual é a área mais rentável?
A exploração e produção de crude, embora os custos de pesquisa estejam a aumentar quase exponencialmente, porque cada vez é mais difícil encontrar novas zonas onde se possa produzir mais barris de petróleo. Além disso, os custos das empresas de engenharia que actuam neste sector também estão a crescer a ritmos impressionantes.

Os custos de pesquisa de petróleo variam muito de região para região e há zonas onde é barato extrair crude...
É verdade. Mesmo assim, estamos sempre a falar de custos que, na margem, podem andar entre 20 e 30 dólares por barril. Também é certo que o petróleo continua a ser um bem que se produz por um valor incomparavelmente inferior ao que o mercado está disposto a pagar por ele. Assim, criou-se um contexto que permite aplicar diversas cargas fiscais ao petróleo, quer nos países onde se produz o crude, quer nos países onde se consomem os produtos petrolíferos.

O barril de petróleo custa agora cerca de 135 dólares no mercado internacional, mas há países onde é produzido a preços 10 vezes inferiores. Quem ganha essa diferença?
Há campos petrolíferos no mundo onde se produz crude entre oito e 10 dólares por barril. Isso é verdade na América Latina, em África e até na Europa. Quem se apodera de uma grande fatia desta riqueza começam por ser os países onde se produz crude, através dos prémios de produção (royalties), e das taxas sobre os lucros obtidos com a produção. A 135 dólares por barril, qualquer empresa que tenha uma grande área de produção está a obter resultados recorde. Infelizmente não é o caso da Galp Energia, que produz apenas 6% do crude que processa, ou seja cerca de 18 mil barris por dia.

A Galp quer aumentar muito a sua produção de crude?
Sim. Continuamos a investir muito para atingirmos, a médio prazo, cerca de 150 mil barris por dia, que é metade do que Portugal consome. A nossa ambição é atingirmos numa década uma produção pelo menos igual à do consumo do país, que é uma forma de contribuirmos para o equilíbrio das contas públicas do país.

Quanto é que a produção de petróleo já representa nos resultados da Galp?
A área de produção representa quase 28% do nosso resultado.

É por isso que a Galp é vista como uma empresa com lucros milionários
São esses comentários que dão origem ao debate europeu sobre a criação de uma taxa Robin dos Bosques que seria aplicada aos lucros das petrolíferas.

A Galp exerce alguma influência sobre a evolução do preço do crude?
O crude é o bem transaccionável com maior liquidez no mundo, cujos preços são determinados no mercado físico, e no mercado paralelo financeiro, que hoje não são controlados por ninguém. Há aqui um equilíbrio instável entre uma procura e uma oferta teóricas, que determinam o preço dos combustíveis. São bens transaccionáveis de alta liquidez e alta rotação.

O presidente da OPEP diz que nada justifica o actual nível de preços do petróleo?
É verdade. Na crise de 1973 havia falta de crude. Actualmente não há falta de petróleo em nenhum país do mundo.

A refinação permite obter ganhos elevados?
Convém saber que há margens de refinação negativas. E que ninguém investe numa refinaria a pensar no curto prazo. A refinação é um negócio de alta volatilidade onde se investe quando se pensa num ciclo de 10 anos. Por exemplo, as margens de refinação da refinaria do Porto são actualmente negativas.

Então é possível perder dinheiro na refinação?
A Galp aceita contratos de fornecimento de produtos refinados e tem de cumpri-los. Esses contratos são determinados por fórmulas e volumes em aberto. Por exemplo, a Cepsa, a BP ou a Repsol compram-nos refinados com uma determinada fórmula e nós somos obrigados a entregar-lhes a quantidade necessária para cumprir esses contratos e garantir a continuidade das operações da refinaria. Por isso, temos de fornecer produtos mesmo com margens negativas.

Compram crudes produzidos em zonas muito diferentes?
A nossa base de fornecedores inclui 1200 crudes. Sabemos onde se produzem e as condições em que se podem carregar. Conhecemos as variáveis económicas de cada crude e o rendimento económico que tem nas nossas refinarias. Os principais mercados localizam-se nos EUA, em Londres e no Dubai, no Médio Oriente. Sabemos o preço do Brent (o petróleo de referência para o Norte da Europa) nos contratos de futuros. É um mercado de altíssima transparência, onde todos sabemos a que preços compramos o crude e qual é o custo do seu transporte.

Por que razão sobe a cotação do crude?
Por causa da forte especulação. Quando se vencem os contratos a prazo de derivados (em papel), os mesmos fundos de investimento que estão a vendê-los, recompram-nos a um preço mais alto. Há aqui uma espiral de alta de preço. Só há uma forma de parar isso: através de uma intervenção política e de alguma regulação destes mercados paralelos.

Qual é a dimensão dessas transacções?
O volume das transacções em papel chega a ser 500 vezes o volume de transacções físicas. Enquanto no mercado físico se compram 85 milhões de barris de petróleo por dia, estão-se a comprar 1500 milhões de barris por dia no mercado financeiro de futuros. Por isso digo que este choque petrolífero que estamos a viver é um fenómeno novo em relação ao qual a Galp não pode fazer nada. Na Galp compramos 300 mil barris por dia e pagamos de facto esse preço por dia. Não é um preço teórico. Ou seja, pagamos 135,7 dólares por barril, acrescidos do diferencial normal nestas negociações.

Os impostos cobrados pelos países produtores encarecem o crude?
Há vários modelos fiscais. Por exemplo, em Angola existe o chamado "production sharing agreement" (acordo de partilha de produção). Da quantidade total de crude que produzimos (working production), há uma parte que podemos vender. A restante fica para o Estado angolano. A Galp está a produzir cerca de 18 mil barris por dia em Angola, mas só podemos vender entre 9000 a 10000 barris por dia. Esta diferença entre o que produzimos e o que podemos vender aumenta com a valorização do preço do crude. É um imposto em espécie. No bloco 14 estamos praticamente a pagar cerca de um terço da produção. A parte disponível é vendida no mercado, ao melhor comprador que apareça. Para abastecermos as refinarias da Galp, também compramos crude no mercado, ao melhor vendedor. Só ficamos com produção própria em situações excepcionais de emergência, de falta de crude nos mercados. Finalmente, depois de vendermos a parte disponível do que produzimos em Angola, temos de pagar 50% de impostos.

Os cartéis do petróleo continuam fortes?
É conhecido o papel do cartel da OPEP, que agrupa produtores para tentar ajustar a oferta à procura. Tem muitos pecados e algumas virtudes. Mas não é esse cartel que está a determinar os preços actuais.

Os beneficiários desta crise são os países produtores?
Não só. Há vários beneficiários. Além dos países produtores, há os especuladores financeiros. E ainda há as empresas que têm grandes áreas de produção. Se a Galp fosse um grande produtor teríamos um excelente resultado porque cada dólar de incremento na cotação do crude corresponde um aumento de resultados de produção. (Ah poiss...e essa é a grande diferença...apesar de alguns não compreenderem! ;) ::))

A Galp tem o monopólio de refinação em Portugal. Se houvesse concorrência não teria de trabalhar com outras margens?
As refinarias da Galp estão num sistema de produção global. Não têm uma lógica de monopólio. Todos os dias a Galp compra 300 mil barris de crude, ao preço do mercado internacional, correspondente ao crude que precisa para refinar. A carga típica que compramos é de um milhão de barris. Mesmo nos contratos mais habituais com a Arábia Saudita, com a Petrobrás, ou com Angola, temos uma fórmula que corresponde ao preço do Brent (mais dois dólares, se for um crude de muito boa qualidade e alto rendimento na refinaria). Mas o preço final forma-se só depois do navio estar carregado, calculando-se a média da cotação do crude nos cinco dias posteriores à carga, mais o diferencial negociado. É nessa altura que sabe o preço contratado. Isto é assim porque o Brent varia todos os dias. Este modelo é utilizado para não podemos ter a sorte de comprar muito barato ou o azar de comprar muito caro. E também vamos todos os dias ao mercado financeiro comprar 300 mil barris em papel. Quando compramos uma carga de um milhão de barris, compramos no mercado físico a carga pretendida e vendemos no mercado financeiro o papel a mais. Todo o produto que entra nas refinarias é pago aos preços internacionais, acrescido do custo do transporte.

Há vantagem em Portugal ter refinarias?
Temos as refinarias em Portugal, mas poderiam estar em qualquer parte do mundo. Cada produto que sai das refinarias tem o seu mercado regional próximo, com cotações regionais. A gasolina, o gasóleo, o jet, o fuel, as naftas, o asfalto, as parafinas, os óleos, todos têm cotações nas regiões onde são produzidos. A Galp vende e compra a gasolina que quiser às cotações oferecidas pelos traders de cada produto. Os preços são formados pela oferta e pela procura, e também têm contratos de futuros. Há produtos refinados que se vendem mais baratos que o crude e outros mais caros. O crude tem maior liquidez porque é uma "commodity" global como o café, ou como o ouro ou a prata, ou como a taxa de câmbio do dólar.

Como estão as actuais margens de refinação da Galp?
As margens de refinação mais altas atingiram os 6 a 7 dólares por barril em 2005. As margens actuais em Sines são de dois dólares e na refinaria do Porto é marginalmente negativa. Ao longo de uma década, os investimentos numa refinaria são remunerados a uma taxa de 10% a 11%

(..........)

Versão integral do texto da entrevista publicada na edição do Expresso de 28 de Junho de 2008, 2.º Caderno, páginas 2 e 3.

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/354257

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tiagodandre

Publicado 23 Julho 2008  19:21
Galp e BP baixam preços da gasolina e do gasóleo


A Galp e a BP desceram hoje os preços dos combustíveis, para reflectir a queda da cotação dos destilados nos mercados internacionais que servem de referência a Portugal. A petrolífera portuguesa baixou as gasolinas em dois cêntimos e o gasóleo em 1,4 cêntimos. A BP baixou todos os produtos em um cêntimo.

Na Galp, o preço indicativo de venda ao público para a gasolina sem chumbo 95 passou a ser de 1,513 euros por litro. Já a o gasóleo rodoviário desceu para os 1,419 euros por litro.

Na BP, o gasóleo rodoviário passou a custar 1,423 euros por litro, enquanto a gasolina sem chumbo 95 custa agora 1,518 euros por litro. A empresa tinha já descido os preços no dia 15, cortando um cêntimo ao preço do gasóleo e meio cêntimo na gasolina.



Publicado 24 Julho 2008  00:01
Petrolíferas com margem para baixar mais o preço


A Galp e a BP baixaram ontem os preços dos combustíveis, para reflectir a queda da cotação dos produtos destilados nos mercados internacionais que servem de referência a Portugal. Descidas que não reflectem na íntegra a desvalorização nas bolsas e que fazem prever novo alívio da factura nos postos de abastecimento.

Utilizando como referência os índices disponibilizados pela Bloomberg para o valor dos produtos destilados usados em Portugal, que são uma aproximação aos indicadores que servem de base ao preço praticado pelas petrolíferas, é possível antecipar uma baixa dos preços. O índice para o gasóleo já caiu 11% desde o pico atingido em 11 de Julho. O mesmo desceu a gasolina sem chumbo 95 no mercado do Noroeste da Europa.

As petrolíferas já começaram a fazer reflectir esta descida nos preços de venda ao público. Ontem a Galp desceu as gasolinas em dois cêntimos e os gasóleos em 1,4 cêntimos. A BP baixou todos os produtos em um cêntimo, dando sequência à redução já realizada no dia 15. Mas a queda da cotação nos mercados internacionais dá margem para novas reduções no preço.



Publicado 24 Julho 2008  00:01
Analistas afastam regresso do petróleo a níveis recorde


O petróleo já está 15% abaixo do recorde atingido no passado dia 11 de Julho, quando se cotou nos 147,27 dólares por barril em Nova Iorque. Nesse mesmo dia, chegou a um máximo histórico de 147,50 dólares no mercado londrino. Mas esta queda é uma correcção sustentada ou qualquer notícia que ponha em causa zonas de produção pode catapultar de novo as cotações para máximos históricos? As opiniões dividem-se.

Michael Aronstein, presidente da Marketfield Asset Management, considera que as matérias-primas estão a dar sinais de que o período de expansão, que durou sete anos, terminou. Em declarações ao Jornal de Negócios, Aronstein disse estar convicto de que começou uma correcção generalizada nas "commodities", o que inclui energia, produtos alimentares, metais industriais e muitos outros itens do grupo das matérias-primas.

"Os elevados preços dos últimos trimestres levaram a um refrear do consumo. Além disso, a procura por parte das economias em desenvolvimento deverá ser menor do que aquilo que tem vindo a ser normalmente avançado", afirmou Aronstein. E se houver uma perturbação forte da oferta, decorrente de um factor surpresa? "Isso levaria a fortes subidas de preços, mas penso que seriam temporárias", acrescentou.

Mas há quem discorde deste cenário de queda, acreditando na manutenção dos preços em redor do nível actual. Costanza Jacazio, analista do departamento de "commodities" do Barclays Capital, acha que os preços do petróleo tenderão a consolidar em níveis próximos dos actuais. "Nada mudou em termos de fundamentais, a procura mantém-se sólida e a oferta fraca, por isso os preços deverão manter-se sustentados. Prevemos que o WTI se fixe numa média de 126 dólares por barril na segunda metade de 2008", comentou aquela analista ao JdN.

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tiagodandre

Publicado 24 Julho 2008  17:30
Regulador americano acusa empresa holandesa de manipular preços do petróleo

A holandesa Optiver Holding BV alegadamente manipulou e tentou manipular mercados de energia, particularmente o New York Mercantile Exchange (NYMEX), divulgou hoje a Comissão norte-americana para a Transacção de Futuros sobre Commodities (CFTC).

"Apesar de este alegado esquema de negociação de energia ter durado apenas alguns dias, em Março de 2007, nem sequer as distorções de preços de curto prazo serão toleradas pela comissão", afirmou o "chairman" da CFTC, Walter Lukken, citado pela Bloomberg.

A comissão deu no início deste ano um "passo extraordinário", como lhe chamou, ao declarar publicamente que tinha dado início a uma investigação a nível nacional em Dezembro passado nos domínios das transacções em bolsa, transporte, armazenamento e compra de petróleo, devido à forte subida dos preços do petróleo.

O Senado está actualmente a ponderar a criação de legislação para diminuir a especulação nos mercados da energia e para expandir a autoridade da comissão.

Os preços do West Texas Intermediate, crude de referência para os EUA, atingiram um máximo histórico de 147,27 dólares por barril no passado dia 11. Desde então, já caíram 15%, tendo ontem registado o fecho mais baixo desde 4 de Junho, nos 124,44 dólares.

A CFTC alega que a Optiver, sedeada na Holanda, de par com duas das suas subsidiárias e três empregados, tentou por 19 vezes distintas manipular os mercados de futuros da energia, especialmente no que diz respeito ao WTI, transaccionado no NYMEX, tendo também tentado manipular os preços do gasóleo para aquecimento e da gasolina.

Pelo menos cinco dessas 19 tentativas foram bem sucedidas, "provocando preços artificiais", referiu a comissão, citada pela Bloomberg. O alegado esquema – que tanto pressionou as cotações para a alta como para a baixa – resultou em lucros de um milhão de dólares para os arguidos, salientou a CFTC.

Desde Dezembro de 2002, a comissão já intentou 41 acções em tribunal, sentenciando um total de 66 arguidos por violação das regras do mercado energético. Em Outubro do ano passado, a BP Plc concordou em pagar 303 milhões de dólares para solucionar pacificamente a reivindicação da CFTC de manipulação do mercado do propano nos EUA.

A Optiver, com escritórios em Sidney, Chicago e Amesterdão, é membro operador em vários mercados, incluindo o Euronext em Amesterdão, Bruxelas e Paris.



CFTC Charges Optiver Holding BV with manipulation of Energy Market
http://www.nasdaq.com/aspxcontent/NewsStory.aspx?cpath=20080724%5CACQRTT200807241221RTTRADERUSEQUITY_1036.htm&&mypage=newsheadlines&title=CFTC%20Charges%20Optiver%20Holding%20BV%20with%20manipulation%20of%20Energy%20Market


CFTC charges Optiver with oil-market manipulation
http://www.reuters.com/article/ousiv/idUSWBT00946020080724


Optiver Holding Allegedly Manipulated Energy Market (Update2)
http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aMxTAAtEhssE&refer=home

::)
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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