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EDP Renováveis - (EDPR.LS)

Iniciado por xubi2, Maio 03, 2008, 03:25

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xubi2



  EDP-Renováveis diz procura público supera 5,56 vezes


  20/05/2008


  LISBOA, 20 Mai (Reuters) - A procura por acções da EDP-Renováveis -- quarta eólica mundial -- na Oferta Pública de Subscrição (OPS) para o público em geral superou 5,56 vezes as cerca de 45 milhões de acções em oferta, anunciou a subsidiária da EDP-Energias de Portugal .

A EDP-Renováveis tem em curso o Initial Public Offer (IPO) de até 25 pct correspondentes a um máximo de cerca de 225,4 milhões de acções, com o intervalo de preços entre 7,4 e 8,9 euros por acção que avalia a empresa dos 7.000 milhões de euros (ME) aos 8.000 ME.

Esta OPS é destinada ao público em geral, emigrantes e trabalhadores e representa uma tranche de cerca de 45 milhões de acções da EDP-Renováveis ou seja cinco pct da empresa pós aumento de capital.

O 'bookbuilding' do IPO iniciou-se a 19 de Maio e terminará a 30 de Maio, o preço final da operação será definido a 2 de Junho e a EDP-Renováveis deverá ser admitida à cotação na Euronext Lisbon a 4 de Junho.

"(...) As declarações de aceitação emitidas pelos destinatários da OPS da EDP-Renováveis (...) revelam uma procura de 5,56 vezes o número total de acções objecto da OPS", afirma a EDP-Renováveis.

Adianta que o resultado da procura desta OPS foi apurado até às 1904 horas de hoje na sequência das ordens dirigidas aos respectivos intermediários financeiros.


(Por Sérgio Gonçalves; Editado por Elisabete Tavares)

((---Lisboa Editorial, 351-21-3509204 [email protected]; Reuters Messaging: sergio.goncalves.reuters.com@reuters.net))

Cumprimentos
S.Costa

Nuno Pereira

Porque optou a EDP por aplicar um desconto de mais de 20% no preço das acções?

Os bancos de investimento responsáveis pela operação avaliaram a empresa num valor médio de 9,55 mil milhões de euros, mas o ponto médio do intervalo de preços definido pela Renováveis aponta para 7,5 mil milhões de euros. O desconto elevado é explicado pelo actual momento de turbulência que se vive nos mercados, que apesar de ter aliviado nas últimas semanas (o que permitiu à empresa avançar com o IPO) ainda persiste. Para assegurar o sucesso da maior operação de colocação em bolsa da Europa até à data este ano, a Renováveis optou por um preço que os analistas classificam de atractivo.

Nas últimas OPV, da REN e Martifer, as acções subiram bastante no primeiro dia de negociação. Espera-se o mesmo para a EDP Renováveis?

As entradas em bolsa destas duas cotadas ocorreram numa altura em que os mercados viviam uma fase estável (antes da crise do "subprime" rebentar no Verão passado). As acções tiveram uma estreia positiva, acompanharam depois a correcção dos mercados, mas, quer a Martifer, quer a REN, transaccionam hoje com uma cotação superior à da venda dos títulos aos investidores. No historial mais recente da bolsa portuguesa, as OPV têm sempre sido bem sucedidas, dado a forte procura de acções por parte dos investidores. Para a Renováveis estes dados não são ainda conhecidos (o período de subscrição arranca hoje), pelo que é ainda cedo para se perceber o interesse dos investidores e como se comportarão os títulos nos primeiros dias de negociação.

A Renováveis vai entrar no PSI-20?

É quase certo que a empresa terá lugar assegurado no principal índice da bolsa portuguesa. Resta saber quando. Pode ser incluída logo na estreia, se a Euronext tomar a mesma decisão aquando da estreia da Galp Energia. Ao abrigo da regra Inclusão Extraordinária de Novas Emissões, a Euronext decidiu integrar a Galp no PSI-20 logo uma semana depois da estreia em bolsa, em 2006. A petrolífera tinha uma capitalização bolsista de 4,8 mil milhões de euros na altura do IPO, pelo que, se a Euronext tiver o mesmo critério, dará também "luz verde" para a entrada directa da Renováveis na bolsa (a avaliação mínima é de 6,7 mil milhões de euros). Já a REN entrou numa revisão extraordinária efectuada em Setembro de 2007, cerca de três meses depois de ter entrado em bolsa. Neste contexto, mesmo que a Renováveis não entre directamente no PSI-20, deverá ingressar no índice quando houver a próxima revisão (em Setembro de 2008), já que será uma das cinco maiores empresas da bolsa portuguesa.

Quantas acções posso subscrever?

Depende que tipo de investidor é. Os trabalhadores podem dar ordens de compra até 1.200 acções e têm a garantia de que as suas ordens serão satisfeitas na totalidade. Os accionistas da EDP podem subscrever um máximo de 60 mil acções, mas depende do número de acções da eléctrica que tiverem em carteira (ver próxima resposta). O público, em geral, pode subscrever um máximo de 30 mil acções.

Sou accionista da EDP. Tenho vantagens?

Sim. Tem preferência no rateio das acções que serão atribuídas na oferta, face às transmitidas no público. Se tiver menos de 7.000 acções da EDP, pode subscrever um máximo de 60 acções da EDP Renováveis e à partida tem a garantia que as receberá. Se possuir mais de 7.000 acções, pode subscrever acções da renováveis equivalentes a 1% do total de acções da EDP detidas, sujeitas a um máximo de 60.000. Por exemplo, se na passada quinta-feira controlava 50 mil acções da EDP, poderá subscrever 500 acções da Renováveis. Tem a garantia que lhe serão atribuídas pelo menos 60, excepto se o número de acções a atribuir aos accionistas da EDP for superior ao número de títulos disponível para a oferta pública de subscrição (5% do capital da empresa).

Sou accionista da EDP. Posso dar mais do que uma ordem de compra?

Sim. Pode dar ordem no segmento B (dirigido a accionistas) e também no segmento C (para o pública em geral). Contudo, mesmo que tenha as suas acções da EDP em várias contas bancárias, só pode dar uma ordem no segmento B. Esta pode ter em conta o número total de acções que detém na EDP. Por exemplo, se tem 10 mil acções da EDP no banco A, e mais outras 10 mil nos bancos B, C e D, poderá dar uma ordem máxima de 200 acções, tendo que provar no banco que fizer a subscrição a titularidade de todas as acções que possui.

Não sou accionista. Posso dar mais do que uma ordem de compra de acções?

Não. Só poderá dar uma ordem de compra na tranche do público em geral.

E se for trabalhador e accionista?

Poderá dar três ordens, uma para cada segmento (Trabalhadores, Accionistas e Público em geral).

Vai haver desconto para os pequenos investidores?

Só os trabalhadores beneficiam de um desconto de 5%, tendo que manter as acções em carteira até 17 de Julho.

Qual a vantagem de fazer a subscrição durante esta semana (até 26 de Maio)?

No caso de as acções subscritas excederem as disponíveis haverá lugar a rateio. As ordens dadas esta semana beneficiam de um coeficiente de atribuição de acções 100% superior aos que apresentarem na segunda fase (entre 27 a 30 de Maio).

Até quando posso anular as ordens de subscrição?

As ordens são irrevogáveis a partir de 27 de Maio, pelo que pode anular as ordens de subscrição de acções apenas até 26 de Maio, ou seja, na primeira fase do período de subscrição.

Vou subscrever acções da primeira fase. Posso dar ordens também para a segunda?

Não. Para cada segmento só pode fazer uma subscrição de acções, independentemente da fase em que escolher.

Como vai ser fixado o preço de venda das acções?

O preço vai ser definido pela EDP Renováveis e terá em conta o método conhecido por "bookbuilding". Este resulta da "consulta alargada efectuada a determinados investidores qualificados, nacionais e estrangeiros, com vista a apurar o interesse na subscrição/aquisição de acções permitindo, desta forma, que o preço reflicta o resultado dessa consulta alargada". Será assim o mercado a ditar o preço de venda das acções (que será o mesmo para os investidores institucionais e pequenos investidores). Mas será sempre a EDP Renováveis a tomar a decisão final, que será conhecida a 2 de Junho, dia da sessão especial de bolsa para apurar os resultados da operação. O preço terá sempre que ficar dentro do intervalo pré-definido (entre 7,40 e 8,90 euros).

E quando vou poder começar a negociar as acções?

Logo no dia de estreia em bolsa, que está agendada para 4 de Junho. Só os trabalhadores têm uma inibição de 45 dias.

As acções atribuídas aos investidores institucionais também serão admitidas a 4 de Junho?

Não. As acções da venda institucional só serão admitidas a 6 de Junho, dois dias depois das vendidas na oferta pública de subscrição, destinada aos pequenos investidores.

Qual a dimensão do lote suplementar?

29.403.646 acções representativas de 3,26% do capital social da EDP Renováveis podem ser alienadas pelo emitente e oferente em virtude do exercício da opção de compra pelo sindicato de venda institucional no âmbito da distribuição do lote suplementar de acções, opção conhecida por "greenshoe". Este exercício poderá ser efectuado nos 30 dias posteriores à admissão das acções em bolsa.

Quando vou receber dividendos da EDP Renováveis?

Só em 2011 a empresa prevê pagar dividendos, referentes ao exercício de 2010. A companhia pretende direccionar pelo menos 20% dos lucros obtidos nesse ano para remunerar os accionistas. Mas alerta que pode ajustar esta política de dividendos, caso seja necessário, de modo a reflectir, entre outros aspectos, alterações à estratégia de negócio e às necessidades de capital, dependendo eventuais dividendos futuros das condições verificadas no momento.

Haverá algum banco a estabilizar o preço das acções depois da estreia?

Sim. A Morgan Stanley poderá realizar operações com vista a estabilizar o preço das acções a um valor superior àquele que poderia de outro modo resultar do funcionamento do mercado. Dito de outra forma, se as acções da EDP Renováveis apresentarem um desempenho negativo após a estreia, este banco de investimento poderá travar a queda dos títulos. Estas operações podem ser realizadas durante 30 dias a partir de 4 de Junho, mas não há garantia que venham a ser realizadas.
in Jornal Negócios
Nuno Pereira

artista

Citação de: psimoes em Maio 20, 2008, 14:09
Não me recordo bem, mas os financiamentos disponibilizados pelos bancos para as anteriores IPOs eram bem mais "simpáticos".

Acho que não, a diferença está na taxa de juro de referência que está mais alta que há uns anos atrás... ainda assim com os títulos que vão ter direito cada investidor nem vale a pena o empréstimo!

artista
Como eu vejo os mercados em:  http://www.sobe-e-desce.blogspot.com/  analises técnicas, estratégia e ideias

tiagodandre


Procura supera em mais de 22 vezes a oferta

A procura de acções da EDP Renováveis supera em mais de 22 vezes o número de títulos disponíveis para os investidores. É que ao terceiro dia de subscrição já foram dadas ordens de compra para mais de mil milhões de acções da empresa, valor que supera em 22,33 vezes os 45 milhões de títulos reservados para trabalhadores da EDP, accionistas da eléctrica e público em geral, anunciou a eléctrica em comunicado.

Pedro Latoeiro com Pedro Duarte

Segundo um comunicado hoje emitido pela EDP, e de acordo com a informação disponível no Serviço de Centralização de Ordens em Ofertas Públicas da Euronext Lisbon, "às 19h01 do dia 21 de Maio de 2008, as declarações de aceitação emitidas pelos destinatários da Oferta Pública de Subscrição da EDP Renováveis, na sequência das ordens dirigidas aos respectivos intermediários financeiros, revelam uma procura de 22,33 vezes o número total de acções objecto da Oferta Pública de Subscrição da EDP.

A EDP encerrou a sessão de hoje na Euronext Lisbon a cair 0,49% para os 4,055 euros.

OPS da EDP Renováveis 2008-05-21 19:16
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Homem do Protocolo

#49
Nota de research do Banif Equity Research publicado no dia 16 de Maio, com alguns dados sobre a EDP Renovaveis e nota positiva para a EDP:

Homem do Protocolo
I have a very strict gun control policy: if there's a gun around, I want to be in control of it.

xubi2

Edição Impressa - Finanças
Acções 2008-05-27 00:05
Dispara a procura da EDP Renováveis
No último dia da primeira fase de subscrição houve uma corrida às acções.

Pedro Latoeiro e Ana Maria Gonçalves

A euforia em torno das acções da EDP Renováveis continua e ontem o volume de ordens de compra foi tão elevado que os bancos responsáveis pela operação não conseguiram, até à hora de fecho desta edição, enviar a informação com os dados da procura à EDP, apurou o Diário Económico junto de uma fonte da banca.

A eléctrica liderada por António Mexia contava divulgar um comunicado ao final da tarde de ontem com a evolução da procura, mas a corrida de última hora pelos títulos da EDP Renováveis atrasou a contagem dos dados por parte do BCP, Caixa Geral de Depósitos e Banco Espírito Santo, os bancos responsáveis pela colocação em bolsa da empresa.

Esta forte adesão de última hora poderá ser justifica com o facto de ontem ter terminado, às 19 horas, o primeiro período de subscrição da oferta pública de venda (OPV) da EDP Renováveis. É que hoje arranca o segundo período e, nesta fase, os investidores já não beneficiam de um coeficiente de rateio superior.

De qualquer forma, a EDP já garantiu o sucesso da operação uma vez que, no último comunicado, os investidores já tinham dado ordens que superavam em mais de 40 vezes os 45 milhões de títulos disponíveis para o segmento dos trabalhadores, accionistas e público em geral.

É certo que hoje a procura é ainda maior mas se considerarmos estes dados, um investidor que tenha efectuado a ordem máxima de 30 mil acções só vai receber 730 títulos da EDP Renováveis. Quem der ordens de compra esta semana vai receber ainda menos acções, por não ter benefícios aquando do rateio.

Estes dados dizem respeito aos 5% do capital social da EDP Renováveis destinados a trabalhadores, accionistas e público em geral. A fatia de leão, de 20%, está reservada para investidores institucionais, mas também aqui a procura já excede os 180 milhões de acções disponíveis para esta tranche.

Os números relativos ao interesse dos institucionais sugere que o preço pode ser fixado no limite superior do intervalo, de 8,90 euros, o que avalia a EDP Renováveis em oito mil milhões de euros, tornando a empresa na quarta maior do PSI 20.


Calendário

27 a 30 Maio: Segundo período de subscrição da OPV da EDP Renováveis.

27 Maio: As ordens de subscrição tornam-se irrevogáveis.

2 de Junho: Apuramento dos resultados da operação e fixação do preço final

cumprimentos
S.Costa

xubi2

Internacional - Mercados
Europa/Fecho 2008-05-26 17:15
Energéticas lideraram ganhos das bolsas europeias
A maioria dos índices europeus terminou a sessão de hoje em terreno positivo, graças empresas do sector energético, com as especulações relativas a novas operações de fusões e aquisições, mas condicionados pela queda das acções dos bancos, devido aos receios de que irão surgir mais amortizações relacionadas com o subprime.

Cristina Barreto

Assim, no topo das subidas estiveram os títulos da Gaz de France (GdF) que ganharam 2,1% para os  41,79 euros, dado a utility francesa ter revelado que se encontra em negociações exclusivas com a Electricite de France (EdF), a maior produtora de energia eléctrica da Europa, para a venda da sua participação de 50% no capital da Segebel. Esta venda foi uma das condições apresentadas para que obter a aprovação da Comissão Europeia no seu processo de fusão com a Suez.

Já a Suez valorizou 1,5% para os 45,03 euros, depois de ter também anunciado que se encontra ao mesmo tempo em conversações exclusivas com a energética italiana Eni para vender a participação maioritária que detém no capital da distribuidora belga de gás natural Distrigas.

As acções da A2A, a maior utility municipal de Itália, subiram 1,1% para os 2,54 euros, no seguimento da notícia publicada no jornal 'Repubblica', que refere que a empresa italiana está prestes a concluir o acordo para adquirir a Cofathec Coriance à Suez.

Por outro lado, a pressionar os mercados estiveram os papéis do grupo suíço UBS, que tombaram 5,8% para os 28,20 francos suíços, dado a instituição suíça ter planeado um aumento de capital de 15,6 mil milhões de dólares, através da subscrição de acções direccionada aos actuais accionistas, com o objectivo de recuperar liquidez , depois das perdas nos seus investimentos nos mercados de crédito  capital não só nos EUA como a a nível global.

Nota ainda para a desvalorização das acções da francesa Michelin, a segunda maior fabricante mundial de pneus, que perderam 1,8% para os 57,67 euros, devido ao aumento dos preços das matérias-primas, e em especial da borracha, que hoje atingiu o valor mais elevado desde Abril de 1980.

Deste modo, o Ibex-35 de Madrid avançou 0,04% para os 13 583,70    pontos, o CAC-40 de Paris subiu 0,08 para os 4937,84 pontos e o DAX Xetrade Frankfurt aumentou 0,14% para os 6953,84 pontos, enquanto que em sentido inverso fechou o Mib-30 de Milão que baixou 0,32% para os 32 764,00 pontos.

A Bolsa de Londres esteve hoje encerrada por motivo de feriado, tendo o seu índice FTSE-100 terminado a sessão da passada sexta-feira a cair 1,53% para os 6087,30 pontos.

nunorusso

Boas
Álguem me sabe informar se as acções da EDP vão diminuir a sua cotação devido à transferência de capital para as renováveis e quando estas entrarem em bolsa?
Obrigado

aleixon

#53
Caro nunorusso, permita-me uma pequena correcção:

- a EDP não vai fazer nenhuma transferência de capital. O que vai acontecer é a venda de de activos da EDP, nomeadamente dos activos em PE´s - EDP Renováveis - de que é proprietária neste momento. Ou seja, vende activos e recebe $$, verificando-se manutenção do capital (correctamente realiza + valias).

Esclarecimento: de facto a EDP ainda ficará com 75% dos PE´s (indirectamente pela participação na EDPR) e receberá + valias pela alienação agora efectuada.

Com esta operação, o impacto que mais se destaca na EDP é a redução do passivo da empresa. Quando ao negócio dos PE´s, o que mais se destaca é o aumento de capital na EDPR. Ou seja, de uma única cajadada, a EDP faz entrar $$$inho fresco nas duas empresas. Nada mau... agora só resta saber quanto tempo os investidores vão demorar a recuperar este investimento.

Espero ter clarificado
NA

nunorusso

Ok,
Se calhar não me expliquei bem, a EDP vai perder activos, que passam a ser activos da EDP Renováveis. Esta perda de activos vai reflectir-se na cotação da edp, ou não?
Devo vender as acções da EDP antes da EDP Renováveis entrar em bolsa, ou nem por isso?


Buysantander

#55
Nuno Alves, CFO da EDP, diz que "o investimento nas Renováveis é um excelente investimento para um particular. É seguro e de médio prazo. É do melhor que há. É tipo REN, mas melhor".

A EDP Renováveis vai ter mais investidores institucionais estrangeiros ou nacionais?

A minha expectativa é que mais de 50% seja estrangeiro.

Há mais procura de norte-americanos ou europeus?

Ainda é cedo para dizer, porque os americanos não podem receber "researchs", têm de ser eles a fazer as contas e isso atrasa o processo. Mas os números já começaram a chegar e são bastante interessantes. Talvez um bocadinho mais do que Londres.

O típico investidor na EDP será o investidor nas Renováveis? Como é que vê um e outro?

O investimento nas Renováveis é um excelente investimento para um particular. É seguro e de médio prazo. É do melhor que há. É tipo REN, mas melhor. Já que não é uma empresa regulada e tem presença em seis ou sete países. O mercado está em baixa. É a melhor altura para investir, até porque há um risco de queda baixíssimo. Isto é sempre assim, sobretudo em coisas novas, como as Renováveis, que estão avalizadas pelo mercado.

Os investidores sabem que vão colocar o dinheiro numa empresa com "cash-flow" certinho, onde vão poder alavancar mais do que seria normal, onde não há o problema de "funding", porque o financiamento é por via da EDP. É o chamado melhor dos dois mundos para um accionista.

Mas há sempre o reverso da medalha. Quais são as fragilidades da empresa?

Deixar de haver vento (gargalhada).


Comentário do Buysantander:
- Isto é uma palhaçada, e que tal dizerem que as acções podem cair 50% no prazo de um ano ou dois...
- Como explicam que não conseguem atrair investidores institucionais da mesma forma que a GALP atraiú?
-Será que a fragilidade é deixar de haver vento ou o preço do petroleo baixar e isso afectar todo o sector das energias renováveis que transaciona com multiplos demasiado elevados.

A treta das renováveis não é nova aconteceu igual na década de 70 aquando do choque petrolifero. O preço do petróleo baixou e só passado 30 anos as renováveis voltaram á ribalta?
Porque será? Não é do Guaraná, nem o Jardel aparece no bombardeio publicitário.

Este CFO, é apenas mais um "croupier", vulgarmente conhecido como boneco, ou marioneta...



nunorusso

sim, mas isso não responde à minha pergunta.

psycho3

Citação de: Buysantander em Maio 28, 2008, 20:16

A treta das renováveis não é nova aconteceu igual na década de 70 aquando do choque petrolifero. O preço do petróleo baixou e só passado 30 anos as renováveis voltaram á ribalta?
Porque será? Não é do Guaraná, nem o Jardel aparece no bombardeio publicitário.

Este CFO, é apenas mais um "croupier", vulgarmente conhecido como boneco, ou
marioneta...





Vou dar uma dica senhor Buysantander  Protocolo de Quioto facilmente vai perceber o porquê da necessidade de utilizar um fonte limpa, gratuita, inesgotável.......como o vento , sol, etc.

"Se o Protocolo de Quioto for implementado com sucesso, estima-se que deva reduzir a temperatura global entre 1,4ºC e 5,8ºC até 2100, entretanto, isto dependerá muito das negociações pós período 2008/2012, pois há comunidades científicas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global."

M--WolF

Boas noites

Este é o meu primeiro post , tenho gostado bastante de acompanhar este forum e as diversas opinioes e analises (algumas muito boas mesmo,de grande qualidade) .

Obviamente que este DF está a vender um "produto" que são as contas de uma empresa pela qual ele também é responsável , e claro que numa entrada em bolsa existe sempre o estado de graça geral na empresa . Este estado de espirito (irreal,em que de repente tudo é positivo) é basicamente o espirito que se vive sempre na selecção e em Portugal antes de começar os europeus e mundiais , e depois após os primeiros jogos , vem logo os podres e defeitos ao de cima .

Neste caso , acho sinceramente , que a acção tem tudo para ter uma entrada de bolsa feliz e uma semana positiva . A procura é demasiado elevada para que os gananciosos que entram a qualquer preço não tentem comprar logo no dia 4 de Junho mais acções , juntando as (poucas) que receberam . Após isso parece-me que irá tomar o caminho da Martifer , talvez não tanto , mas com estes PER , acho sempre complicado .

O que acham ? Quem participa , vai vender ou aguentar as acções?

Lac

Citação de: nunorusso em Maio 28, 2008, 21:18
sim, mas isso não responde à minha pergunta.

Caro nunorusso,

concretamente á questão que coloca, não é fácil dar uma resposta exacta, porque como sabe nos mercados financeiros nada se pode dar como certo....no entanto penso que as acções da EDP não sairão prejudicadas com esta venda de activos, (muito pelo contrario), até porque a venda da EDPR está a ser um sucesso, sendo a procura muito superior á oferta o que vai originar muito provavelmente que os preços sejam acima dos 8.15 como já se fala... (o preço pode variar entre 7.40 e 8.90), claro que quanto mais alto for o preço de venda mais euros entram na edp...

Estou dentro da EDP e vou continuar, neste momento o que seria mau para a EDP e EDPR seria o petróleo ter uma queda muito grande nos preços, o que parece não estar a acontecer...

Esta é a minha opinião pessoal e serve apenas como opinião no meio de tantas.