Definição

O Bull Market é o espelho do Bear Market. Enquanto o urso puxa os preços para baixo, o touro empurra-os para cima — daí a imagem do touro a atacar com os cornos de baixo para cima.

Tecnicamente, considera-se que estamos num bull market quando os preços sobem 20% ou mais desde o último mínimo significativo. Mas na prática, o bull market é mais do que uma percentagem — é um ambiente de optimismo, confiança e apetite pelo risco.

Características

Tendência ascendente — os preços formam uma sequência de topos e fundos cada vez mais altos.

Sentimento positivo — os investidores estão confiantes, as notícias são geralmente boas, e há uma sensação de que «tudo só pode subir».

Aumento de volume — mais participantes entram no mercado, atraídos pelas subidas.

Crescimento económico — os bull markets tendem a coincidir com períodos de expansão económica, baixo desemprego e crescimento dos lucros empresariais.

Duração

Os bull markets tendem a ser mais longos do que os bear markets. O bull market médio dura cerca de 4 a 5 anos, mas pode estender-se muito mais. O maior bull market da história do S&P 500 durou quase 11 anos (2009-2020).

O perigo do excesso de confiança

O principal risco num bull market é a complacência. Quando tudo sobe, os investidores tendem a relaxar a gestão de risco, a usar alavancagem excessiva e a comprar acções cada vez mais caras. É tipicamente no final de um bull market prolongado que se formam bolhas especulativas.

Como dizia Sir John Templeton: «os bull markets nascem no pessimismo, crescem no cepticismo, maturam no optimismo e morrem na euforia».