Definição técnica

Fala-se em Bear Market quando um índice de referência — como o S&P 500, o PSI-20 ou o DAX — cai 20% ou mais desde o seu máximo recente. É a definição mais aceite no mercado, embora não exista uma regra oficial.

O nome vem da forma como o urso ataca: com as garras de cima para baixo. No mercado, representa a pressão vendedora a arrastar os preços para baixo.

Características

Um bear market não é apenas uma queda pontual. Tem características próprias:

Duração — tipicamente dura vários meses a alguns anos. O bear market médio dura cerca de 14 meses.

Sentimento negativo — domina o pessimismo, o medo e a desconfiança. Os investidores tendem a vender por pânico.

Descidas acentuadas — as quedas podem ser graduais ou violentas (crash). Em ambos os casos, os prejuízos acumulados são significativos.

Rallies temporários — mesmo dentro de um bear market, existem subidas temporárias (bear market rallies) que iludem muitos investidores.

Exemplos históricos

Os bear markets mais marcantes da história incluem o crash de 1929 (que levou à Grande Depressão), o rebentamento da bolha tecnológica em 2000-2002, e a crise do subprime em 2007-2009, onde o S&P 500 perdeu mais de 50% do seu valor.

Como actuar

A pior coisa que um investidor pode fazer num bear market é entrar em pânico e vender tudo no fundo. Historicamente, todos os bear markets foram seguidos por bull markets — e quem teve paciência para manter as posições (ou melhor, para reforçar nos mínimos) foi recompensado.

Para os traders mais activos, um bear market pode ser uma oportunidade para operar «curto» (short selling) ou simplesmente ficar de fora à espera de sinais de reversão na Análise Técnica.