O conceito

A Análise Fundamental procura responder a uma pergunta simples: quanto é que esta empresa realmente vale? Se o mercado a está a avaliar abaixo desse valor, é uma oportunidade de compra. Se acima, pode ser hora de vender.

É a abordagem preferida dos investidores de longo prazo, e foi popularizada por nomes como Benjamin Graham e o seu discípulo mais famoso, Warren Buffett.

O que se analisa

Demonstração de resultados — receitas, custos, lucro líquido. Uma empresa que cresce de forma consistente e lucrativa é, à partida, um bom investimento.

Balanço — activos, passivos, capitais próprios. Permite avaliar a solidez financeira e o nível de endividamento.

Cash-flow — o dinheiro que efectivamente entra e sai. Uma empresa pode apresentar lucros contabilísticos e mesmo assim ter problemas de tesouraria.

Rácios financeirosPER, Price-to-Book, ROE, margem líquida, dividend yield. Permitem comparar empresas e avaliar se estão caras ou baratas.

Rácios mais usados

PER (Price/Earnings Ratio) — o rácio mais popular. Divide o preço da acção pelo lucro por acção. Um PER de 15 significa que está a pagar 15 anos de lucros actuais.

Dividend Yield — o dividendo anual dividido pelo preço da acção. Indica a rentabilidade em dividendos.

ROE (Return on Equity) — lucro líquido sobre capitais próprios. Mede a eficiência com que a empresa usa o capital dos accionistas.

Limitações

A Análise Fundamental tem limitações importantes. Os dados financeiros são históricos — mostram o que já aconteceu, não o que vai acontecer. As projecções de crescimento são estimativas que podem estar erradas. E mesmo que a análise esteja correcta, o mercado pode demorar muito tempo a «concordar» com ela.

Por isso, muitos investidores combinam a fundamental com a Análise Técnica — a primeira para escolher as empresas, a segunda para escolher o momento de entrada e saída.