Origem

Os candlesticks foram inventados no Japão no século XVIII por Munehisa Homma, um comerciante de arroz de Sakata. Homma percebeu que o preço do arroz não era determinado apenas pela oferta e procura, mas também pelas emoções dos participantes no mercado. Foi um dos primeiros a estudar a psicologia de mercado de forma sistemática.

A técnica foi introduzida no Ocidente apenas nos anos 1990, através do livro «Japanese Candlestick Charting Techniques» de Steve Nison.

Anatomia de um candlestick

Cada vela é composta por:

Corpo — o rectângulo que liga o preço de abertura ao de fecho. Se o fecho é acima da abertura, o corpo é tipicamente verde ou branco (vela de alta). Se é abaixo, é vermelho ou preto (vela de baixa).

Sombra superior — a linha fina acima do corpo, que indica o máximo do período.

Sombra inferior — a linha fina abaixo do corpo, que indica o mínimo do período.

Padrões básicos

Doji — abertura e fecho praticamente iguais (corpo muito fino). Indica indecisão no mercado.

Martelo (Hammer) — corpo pequeno no topo com sombra inferior longa. Surge em fundos e sugere reversão de alta.

Estrela cadente (Shooting Star) — corpo pequeno na base com sombra superior longa. Surge em topos e sugere reversão de baixa.

Engulfing — uma vela que «engole» completamente a anterior. Bullish engulfing (alta) ou bearish engulfing (baixa).

Como usar

Os candlesticks são mais eficazes quando combinados com outros elementos da Análise Técnica — nomeadamente suporte e resistência, média móvels e volume. Uma vela de reversão num nível de suporte forte, acompanhada de volume elevado, é um sinal muito mais fiável do que a mesma vela no meio de nenhures.