Tempo e Risco

No curto prazo, as acções são o activo mais arriscado: num ano, o mercado pode cair 40% ou subir 40%. Num período de 5 anos, a amplitude reduz-se. Em 10 anos, as perdas são raras. Em 20 anos, historicamente inexistentes para o S&P 500. O tempo transforma o risco das acções de «perigoso» para «quase certo de render bem».

Tempo e Composição

Os juros compostos são uma função exponencial — e as exponenciais são dominadas pelos últimos anos. Num investimento de 30 anos a 7%, mais de 50% do valor final é gerado nos últimos 10 anos. É por isso que parar 5 anos antes é tão destrutivo: perde-se a parte mais valiosa da curva.

É também por isso que começar 5 anos mais cedo é tão valioso: esses anos adicionais no início da curva acumulam-se exponencialmente ao longo de décadas.

Tempo e Oportunidade

Os crashes e as recessões são temporários — historicamente duram 1-3 anos. As recuperações são permanentes — criam novos máximos. Quem tem tempo pode dar-se ao luxo de comprar no crash e esperar pela recuperação. Quem não tem tempo é forçado a vender no pior momento.

A Lição

Se tem 25 anos, o seu maior activo não é o salário — é o tempo que tem pela frente. Cada euro investido hoje tem 40 anos para compor. Se tem 55 anos, o tempo é mais escasso — e a alocação deve reflecti-lo (mais conservadora, menos dependente da composição de longo prazo). Mas em qualquer idade, o tempo que resta é mais do que o tempo que já passou. E cada dia de atraso é um dia de composição perdido para sempre.