Os Números

Desde 1926, as acções americanas (S&P 500) renderam cerca de 10% nominal ao ano. As obrigações do tesouro renderam cerca de 5%. O prémio: ~5% por ano. Parece modesto — mas composto durante 30 anos, a diferença é astronómica: 100.000 euros tornam-se 1.745.000 em acções vs 432.000 em obrigações.

O prémio existe porque as acções são mais arriscadas: podem cair 50% num ano (as obrigações de qualidade raramente caem mais de 10-15%). O investidor aceita este risco e é compensado com retorno superior a longo prazo.

Porque É Importante

O prémio de risco justifica uma alocação significativa a acções para qualquer investidor com horizonte longo. Evitar acções «porque são arriscadas» tem um custo: abdicar de décadas de prémio de risco. Como demonstra O Custo de Não Investir, a «segurança» de evitar acções é uma ilusão que custa centenas de milhares de euros a longo prazo.

A Condição

O prémio de risco só se materializa com tempo. Em qualquer ano individual, as acções podem ficar atrás das obrigações — e frequentemente ficam. Em períodos de 5 anos, já é mais raro. Em períodos de 20 anos, as acções superaram as obrigações em praticamente todos os cenários históricos. O horizonte temporal é o pré-requisito: sem ele, o prémio é uma promessa estatística, não uma garantia.