Definição

Uma acção (ou «share» em inglês) é um título que representa a propriedade parcial de uma empresa cotada em bolsa. Quem detém acções de uma empresa é, na prática, co-proprietário dela — na proporção do número de acções que possui face ao total emitido.

Imagine que uma empresa é uma pizza cortada em 1.000 fatias iguais. Se comprar 10 fatias (acções), é dono de 1% dessa pizza. Se a pizza (empresa) valorizar, as suas fatias valem mais. Se desvalorizar, valem menos.

Como funcionam

As acções são negociadas nas bolsas de valores — mercados organizados onde compradores e vendedores se encontram. Em Portugal, a bolsa principal é a Euronext Lisbon, que integra o grupo Euronext (juntamente com Paris, Amesterdão, Bruxelas e outras praças).

O preço de uma acção é determinado pela oferta e pela procura. Se muita gente quer comprar e pouca quer vender, o preço sobe. Se acontece o contrário, o preço desce. É um mecanismo simples, mas influenciado por milhares de factores — desde os resultados da empresa até ao sentimento geral dos mercados.

Tipos de acções

Existem dois tipos principais:

Acções ordinárias — conferem direito de voto nas assembleias gerais e direito a receber dividendos. São as mais comuns no mercado português.

Acções preferenciais — têm prioridade no recebimento de dividendos, mas normalmente não conferem direito de voto. São menos frequentes na Euronext Lisbon.

Porquê investir em acções

Historicamente, o mercado accionista tem sido uma das classes de activos com maior rendibilidade a longo prazo — superando obrigações, depósitos a prazo e até imobiliário em muitos períodos. Mas essa rendibilidade vem acompanhada de maior volatilidade e risco.

As acções permitem dois tipos de ganho:

1. Mais-valias — comprar barato e vender mais caro. É o ganho de capital.

2. Dividendos — distribuições periódicas de lucros aos accionistas.

Riscos

Investir em acções implica risco de perda de capital. Uma empresa pode desvalorizar significativamente ou até falir, caso em que as acções perdem todo o valor. Por isso, a diversificação e a gestão de risco são fundamentais para qualquer investidor.

Repare que ter acções não é o mesmo que ter dinheiro no banco. O valor oscila diariamente, e é preciso ter estômago para suportar as descidas sem entrar em pânico. Como dizia o Warren Buffett, «a bolsa é um mecanismo de transferência de dinheiro dos impacientes para os pacientes».