Os Dois Tipos

Call (opção de compra) — dá o direito de comprar o activo ao preço de exercício (strike). Quem compra uma call espera que o preço suba. Se a acção está a 50 euros e compra uma call com strike 55, lucra se a acção ultrapassar 55 + prémio pago.

Put (opção de venda) — dá o direito de vender ao strike. Quem compra uma put espera que o preço desça. É o equivalente a um seguro contra quedas: se a acção cair abaixo do strike, a put compensa a perda.

O Prémio

O preço de uma opção — o prémio — depende de vários factores: a distância entre o preço actual e o strike, o tempo até à expiração, a volatilidade do activo e as taxas de juro. Quanto mais tempo e mais volatilidade, mais caro o prémio.

A grande vantagem das opções para o comprador: o risco máximo está limitado ao prémio pago. Se compra uma put por 200 euros como protecção e o mercado sobe, perde no máximo 200 euros. Se o mercado cai 30%, a put pode valer milhares.

Usos Principais

Especulação com risco limitado — comprar calls ou puts em vez de comprar/vender o activo directamente. O risco é menor (só perde o prémio) mas o potencial de ganho é alavancado.

Hedging — comprar puts para proteger uma carteira de acções contra quedas. É o uso mais conservador e mais inteligente das opções.

Geração de rendimento — vender calls sobre acções que já detém (covered calls) para receber o prémio como rendimento extra. Funciona bem em mercados laterais.

O Aviso

As opções não são para principiantes. A complexidade dos factores que afectam o preço (os famosos «gregos» — delta, gamma, theta, vega), a decadência temporal e a assimetria entre comprador e vendedor tornam este instrumento inadequado para quem não tem formação específica. Comece por compreender acções antes de tocar em opções.